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Jul 11

Duas coisas

Vim aqui dividir duas coisas com vocês:

  1. Desisti do #365project, a exemplo da Dani. Quero dizer, já fazia um tempão que o projeto andava mal das pernas, então né? É aquela coisa mesmo: ter a obrigação de fazer algo que – na verdade – gosto de fazer torna tudo mais chato. Vou continuar tirando fotos, mas elas não vão mais para o projeto.  Entretanto, estou pensando em começar um novo photoproject. Me aguardem!
  2. Meias quentinhas fazem toda a diferença entre dormir bem ou não dormir bem.  Sério. Tentem.

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13
Jul 11

A arte de ignorar.

É. Eu ainda não entendi por que e como, quando estamos reclamando sobre algo ou alguém que nos irrita – nos tira do sério, nos dá vontade de virar um homicida por alguns segundos loucos – o nosso interlocutor tem a coragem (a audácia, eu diria) de olhar com uma cara de tédio para nós e sugerir: simplesmente ignore. Acho que quem sugere algo assim não está ainda familiarizado com a arte de ignorar, que é TUDO, menos simples.  Primeiramente, observemos que para qualquer pessoa com a quantidade correta de sangue correndo na artérias, veias e vasinhos sanguíneos, ficar calado ouvindo algo que NÃO SE QUER OUVIR é uma tarefa um tanto quanto hérculea. Para a minha pessoa então, que definitivamente considero que, no meio da quantidade correta de sangue, alguém jogou um boa quantidade de pimenta, é uma tarefa praticamente impossível. Tudo isso para falar que eu estou treinando a minha própria pessoa nessa arte incrível. Na verdade, eu não paro de treinar um minuto sequer. E quem é a minha maior treinadora (ou pelo menos a mais chata)? Minha mãe, claro. Agora vamos a pequena grande lista de coisas que eu estou aprendendo a ignorar, para felicidade geral da nação.

—-

Mas o importante é não desistir, certo?

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30
Jun 11

Falo mesmo, porra.

Estava vendo um vídeo do reclamão do Felipe Neto sobre dublagem, ainda há pouco. Ele xingava, emputecido, a mania da galera dos estúdios (que fazem a dublagem dos filmes americanos) de suprimir todo e qualquer palavrão da fala dos atores. E me vi concordando com ele, coisa que acontece com bastante frequência (Joguem pedras em mim, mas gosto dos vídeos dele. Sim, sei que ele é uma das celebridades das quais ele ADORA falar mal. Mas continuo gostando dos vídeos dele #entãomeprocessem).

Não é uma palhaçada que não se possa falar a PORRA de um palavrão sem que tenha alguém para apontar o dedo na sua cara e falar ‘ai-meu-Deus-cê-precisa-parar-de-falar-palavrão’? Pior do que isso:  não é um saco que as pessoas fiquem observando cada detalhe da sua fala, para avaliar e depois jogar na sua cara depois? Minha mãe, claro, é a principal habitante da categoria irritantemente enlouquecedora de pessoas que avaliam o bendito do meu PORTUGUÊS FALADO: “Ah, você não devia falar ‘mermão,vei’”, “Para de falar ‘tipo’”, “Você é uma jornalista, você NÃO PODE FALAR ASSIM” são exemplos de frases que tenho que aguentar e escutar com um sorriso na face. Sim, por que já DESISTI de dizer que, MÃE, MINHA LINDA, PORTUGUÊS FALADO É DIFERENTE DE PORTUGUÊS ESCRITO. Sério, tá?

Não se faz análise de português falado, gente! A língua falada caracteriza o lugar e a classe social na qual a pessoa se encontra. E GÍRIA E PALAVRÃO nunca foram indicadores de burrice. Ninguém, cacete, é obrigado a perguntar “Como vais?” quando encontra alguém, quando se pode falar simplesmente um ‘E aí, vei? Beleza?’. Já pensaram, que tosco? Você chega pra falar com uma amiga (“OIIIIIIIIII, QUEEEEEEEEEEENGA!!!!”) e ela te responde “Olá, Amanda! Que prazer em vê-la! Como vais?”. TENHA DÓ. Se acontecesse comigo, eu ia pensar que a pessoa tava com raiva de mim, por que né? Só isso explicaria tamanha formalidade.

Não tô dizendo, aqui, que a formalidade na língua não é importante. Claro que é. É preciso se manter um padrão. É preciso ter uma norma culta. Mas a formalidade já tem seu lugar nos livros, jornais e demais montes-de-papéis-escritos. E a norma culta é apenas e tão-somente para ambientes nos quais VOCÊ PRECISE SER CULTO, oras! A sua forma de se expressar deve mudar de acordo com o seu papel social. E ninguém, MAS NINGUÉM MESMO, vai me obrigar a pisar em ovos na fala dentro da minha própria casa ou entre os meus amigos.

Ou até mesmo no meu blog.

Sério. Vocês já me lêem há tempo suficiente para saber que, sincerely, I don’t give a fuck para o que vão pensar do que eu escrevo aqui. Primeiro por que esse é um blog pessoal. P E S S O A L, galera. Eu não ganho dinheiro com ele e nem pretendo ganhar. Eu sequer sei por que ele ainda consta no meu currículo – ah, é pra provar que sei mexer com WordPress! Ninguém está proibido de lê-lo, mas se quiser lê-lo é por sua conta e risco. Eu mesma não me responsabilizo pelo que escrevo aqui, por que nunca se sabe com que humor vai me dar vontade de escrever um post. E vocês sabem, post é a coisa mais fácil de escrever. Cê vai lá, clica no ‘new post’ e depois clica no ‘publish’ e pronto, a merda tá feita.

O que eu tô achando um saco é essa mania, agora, de não apenas querer que todo mundo seja ecológico (com essa mania eu até concordo), mas que seja também abstinente de sexo, de palavrão e de vida social. GENTE? VAMOS COMBINAR? Vocês vieram para a vida pra viver ou para ficar observando os outros viverem? POR QUE PUTA QUE PARIU, hein?

Da minha parte, acho que palavrão é uma coisa extremamente necessária. Tem coisas, como eu costumava teorizar com minha amiga Carol durante os intervalos das sacais aulas do nosso terceiro ano, que apenas um puta-que-pariu bem articulado resolve. E as gírias mantêm a língua viva. Por que quem faz a língua somos nós, gente. E, não é por nada não, mas não vi ninguém criar uma extremóclise nova, viu. Agora os tipos, mô-veis e mermãos da vida continuam firmes e fortes. And coming.

 

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