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Jul 11

Just wrote it.

Me deu uma vontade de escrever, mas eu não tinha nenhum assunto. É assim quando eu estou lendo algum livro muito bom – ou relendo, como é o caso d’A menina que Roubava Livros. Seriously, não sei como tenho a audácia de ter O Mensageiro, do mesmo autor, em casa, há mais de um ano, sem nunca ter lido. Digam se não é uma cara de pau sem tamanho essa minha.

Estou achando estranho o rumo que minha vida tem tomado, minha gente. Eu não tenho brigado com a minha mãe. Talvez abrir minha boca grande para falar isso fuck it all up, mas tenho que dividir isso. Preciso. O meu choque é a esse ponto. Tem alguma coisa de esquisito quando a minha mãe chega em casa e me dá boa noite de um jeito amoroso. Ainda não consegui me acostumar completely, embora em certo momentos pareça mais do que natural. Isso tudo é, realmente, por que eu passei a arrumar a minha cama antes de sair de casa? Ou por que, ao invés de responder suas chateações à altura, passei a ignorar e ficar calada? Isso é por que eu passei a ajudar na limpeza da casa, na ausência da madrinha do meu pai, e ela passou a achar que – MAYBE, JUST MAYBE – eu sirvo para alguma coisa?

I think we’ll never know the reason. I don’t even allow myself to get happy about this. I’m afraid. I have this feeling, this horrible feeling, that this all is just a phase. Just a phase and, sooner than I can say ‘sooner’, everything will be exactly how it’s supposed to be. Or like I think it’s supposed to be. Whatever. Enquanto eu como minha Maxi Goiabinha, não posso evitar que o pensamento ‘É bom demais para ser verdade’ invada meus pensamentos e me deixe apreensiva sobre o que pode ser -  why not? – um novo degrau na minha vida. Quem sabe, talvez, eu esteja FINALMENTE me tornando adulta?

É uma resposta.

Embora eu não consiga acreditar muito nela.

Acho que ninguém jamais se sentirá adulto, correto? Eu não acho que me sentirei, algum dia, não importa que dia seja. Não importa que eu faça 80 anos, vou continuar achando que os adultos são meus pais, os pais dos meus amigos e qualquer pessoa que tinha mais de 15 anos quando eu nasci. Não eu. Eu sempre me sentirei criança demais para ser adulta. Imatura demais. Birrenta demais.

Mas olha, agora eu sou organizada. Sério. Claro que algumas partes do meu quarto permanencem impossíveis de se manter organizadas – mas isso mais por falta de espaço do que qualquer outra coisa. E minha mãe sempre quis que o meu quarto parecesse mais com um quarto e menos com um cenário para a terceira guerra mundial. Ela pode estar feliz pela casa dela finalmente estar ficando completamente arrumada.

Ok. Desisto. Não sei.

Não sei por que patavinas minha mãe decidiu parar de me torturar de forma violenta. Não sei sequer se ela parou de me torturar ou eu parei de me importar. Talvez ambos.

Talvez seja o momento de escrever menos sobre isso e viver mais, não é? Aproveitar. Mesmo que seja passageiro. Não tem sentido não ficar feliz, quando ter uma mãe normal foi o que eu sempre quis.

Tenho medo de que acreditando, isso desapareça. Como uma bolha de sabão, que quando a tentamos pegar, se desfaz no ar.

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22
Jul 11

Finite Incantatem

Eu tentei permanecer intocável. Juro como eu tentei. Eu sequer fui para a estréia ou mesmo a pré-estréia, nos cinemas. Não que eu tenha ido a qualquer estréia na minha vida. Não que eu lembre, pelo menos. Anyway, eu não fui. Embora tenha ficado espiando a bagunça toda lá em Londres via youtube – não resisti, né? E a cada novo comentário de algum fã sobre o filme, meu coração ficava menor. “Vai acabar, dammit! Vai acabar e then não haverá mais o que esperar. Não haverá mais mágica”, era o pensamento da minha cabeça e do meu coração.

Meu coração está pequeno, agora mesmo, de lembrar disso. Meu coração esteve pequeno ontem, às 16h40, quando a cara de Voldemort apareceu grandona na tela 3D do cinema, sem nenhum aviso prévio. Tive vontade de gritar “Peraê, você do play, ainda preciso me preparar”, mas né? Até parece. Eu precisava de preparação, sim. Por que assistir a segunda parte do último filme de Harry Potter é dar, terminantemente, adeus à um pedaço muito importante da minha infância. Não me julguem por eu ser uma mulher de 21 anos e ainda me sentir menina. Alguém verdadeiramente se sente adulto, gente? Eu creio que sempre vou me sentir criança, não importa a idade que eu tenha. Que nem a Minerva, naquela cena. “I’ve always wanted to use this spell”. A felicidade de usar um encantamento novo no meio de toda aquela merda que Voldermort criara. Essa cena me tocou de uma forma que não dá pra explicar, a não ser dizendo que, simplesmente, fiquei com lágrimas nos olhos.

Fiquei com lágrimas nos olhos durante todo o filme. Até nas partes sorridentes, elas estavam lá. As lágrimas. Por que era um adeus. E onde já se viu um adeus sem lágrimas? As lágrimas jorraram, então, na parte que Harry Potter está na Floresta Proibida. Todos aqueles mortos, que o amavam. E que estavam simplesmente ali, no coração dele. “We never left”. Eu era um hidrante estourado naquele exato momento. Mal conseguia ver as imagens através dos óculos 3D que, por obra divina, não molharam com minha choradeira. Mas via. Eu não ia perder um único segundo daquele que seria o fechamento de, mais que uma simples série, uma forma de ver a vida.

Eu ainda não sei o que pensar do fim. Talvez eu ainda esteja na fase de negação. Não quero pensar que acabou. Não quero pensar que não haverá mais disso. Mais lições de amor passadas de um modo tão bonito e que se aplica TÃO BEM à nossa vida. Não quero acreditar que não haverá mais Hermione, com seu brilhantismo, Rony, com sua tiradas engraçadas ou simplesmente Harry, com sua coragem incrível.

Mas é como disse Neville Longbottom, não é? Ele não morreu em vão. Está aqui nos nossos corações. Pois é, Harry Potter. Para mim, você nunca há de acabar e as lições que você passou nunca hão de morrer. Eu vou desejar, sempre, minha cartinha para Hogwarts. E vou reler todos os livros sempre que der vontade – e mostrá-lo aos meus filhos, desejando que eles também se apaixonem por essa história maravilhosa. Você vai mesmo estar, pra sempre, no meu coração.

Obrigada, Rowling, por esse presente maravilhoso. We will never forget.

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19
Jul 11

Vamos agradecer.

Todos fica happy pelo afago recebido

Estou aqui hoje numa tarefa ingrata. Sim, ingrata por que ela me obrigará a pôr (o meu pôr sempre terá chapeuzinho, don’t matter what) o dedão na minha própria cara e me acusar, junto com meio mundo de gente malagradecida nesse mundo. Sim, hoje eu vim falar de você, meu amigo, e de sua mania de reclamar de tudo. Da minha mania de reclamar de tudo. Da nossa… ah, você entendeu. O que eu vou falar não é novidade para ninguém, mas sabe? Acho válido.

É muito mais fácil ver os defeitos nos outros. Não quero começar com conversinha moralista-politicamente-correta, vocês sabem que isso sequer combina comigo. Mas é fato, não é? Nós estamos de fora, observando. E podemos ver com muito mais clareza, quando não estamos envolvidos no ocorrido. Tudo isso para dizer que, hoje, enquanto eu lia os tweets da minha timeline, notei que uma certa seguida minha RECLAMA PRA CACETE. O nome/user da benedita não vem ao caso, até por que não deixei – ainda – de seguí-la por ser reclamona. Mas, enfim, ela não reclama pouco, não. É muito! É o tempo todo. Nada a faz feliz! Se tá frio, ela reclama. Se tá calor, ela reclama. Se é doce, é muito doce. Se não é doce, é sem gosto. QUER DIZER. E enquanto eu lia os tweets mal-humorados e reclamões dela, me emputecendo a cada nova linha, me vi ali. Simplesmente me vi, e vi o resto do mundo. Os reclamões mal-humorados que fazem parte da nossa vida.

Reclamar faz parte. É direito nosso. O twitter tá lá pra isso. Concordo com tudo isso em número, gênero e grau. Mas olha: tudo tem limite. TUDO. E eu acho, assim, importante. Agradecer. Agradecer, sabe? Nós não agradecemos muito, hoje em dia. Passamos pouco tempo felizes pelas realizações na nossa vida. Eu me lembro, agora, do caso do meu contrato de estágio, no qual passei MAIS DE UM MÊS numa lenga-lenga sem fim, tentando conseguir a assinatura da minha universidade sem NENHUMA SORTE – Murphy tava com a bexiga. Daí que, depois de muito choro e ranger de dentes, consegui a assinatura. Me livrei. Tirei AQUELE peso das costas. E me perguntem se fiquei MUITO FELIZ? Ok, fiquei aliviada. Fiz até um cachorro-quente comemorativo, que dividi com Weslley e Carol, minha irmã. Mas, fora isso, não me empolguei tanto. Minha felicidade não durou nem um dia inteiro. Se muito, foram horas. Enquanto meu aborrecimento durou dias, semanas, meses. E interferiu em várias áreas da minha vida.

Isso exemplifica o quanto somos (eu e minha reclamona do twitter) mau-agradecidos e incapazes de nos alegrar com as pequenas felicidades da vida. Um bombom que te trazem, uma notícia boa de um amigo, um graça auferida. Precisamos agradecer. Precisamos abrir os olhos para as coisas boas que nos acontecem todos os dias. Precisamos agradecer a carona que nos impede de pegar ônibus para voltar para casa, o bom-dia amoroso do namorado pela manhã e favor que resolve a nossa vida. Precisamos, mais do que que agradecer, FICAR FELIZES COM ISSO. E parar de ser TÃO negativos a respeito de tudo.

Focar no lado negativo das coisas é prejudicial à saúde – dá ruga e cabelo branco.

PS: Essa finalização foi pensada a partir do trauma de ontem à tarde, quando a mulher do cursinho de inglês disse que eu parecia tem 25 (e eu só tenho 21). MAS PENSEMOS PELO LADO POSITIVO: Ninguém jamais pediu minha carteira em boates e filmes para maiores de 18 – não que eu vá muito nesses lugares, MAS ENFIM!

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