Just wrote it.

Me deu uma vontade de escrever, mas eu não tinha nenhum assunto. É assim quando eu estou lendo algum livro muito bom – ou relendo, como é o caso d’A menina que Roubava Livros. Seriously, não sei como tenho a audácia de ter O Mensageiro, do mesmo autor, em casa, há mais de um ano, sem nunca ter lido. Digam se não é uma cara de pau sem tamanho essa minha.
Estou achando estranho o rumo que minha vida tem tomado, minha gente. Eu não tenho brigado com a minha mãe. Talvez abrir minha boca grande para falar isso fuck it all up, mas tenho que dividir isso. Preciso. O meu choque é a esse ponto. Tem alguma coisa de esquisito quando a minha mãe chega em casa e me dá boa noite de um jeito amoroso. Ainda não consegui me acostumar completely, embora em certo momentos pareça mais do que natural. Isso tudo é, realmente, por que eu passei a arrumar a minha cama antes de sair de casa? Ou por que, ao invés de responder suas chateações à altura, passei a ignorar e ficar calada? Isso é por que eu passei a ajudar na limpeza da casa, na ausência da madrinha do meu pai, e ela passou a achar que – MAYBE, JUST MAYBE – eu sirvo para alguma coisa?
I think we’ll never know the reason. I don’t even allow myself to get happy about this. I’m afraid. I have this feeling, this horrible feeling, that this all is just a phase. Just a phase and, sooner than I can say ‘sooner’, everything will be exactly how it’s supposed to be. Or like I think it’s supposed to be. Whatever. Enquanto eu como minha Maxi Goiabinha, não posso evitar que o pensamento ‘É bom demais para ser verdade’ invada meus pensamentos e me deixe apreensiva sobre o que pode ser - why not? – um novo degrau na minha vida. Quem sabe, talvez, eu esteja FINALMENTE me tornando adulta?
É uma resposta.
Embora eu não consiga acreditar muito nela.
Acho que ninguém jamais se sentirá adulto, correto? Eu não acho que me sentirei, algum dia, não importa que dia seja. Não importa que eu faça 80 anos, vou continuar achando que os adultos são meus pais, os pais dos meus amigos e qualquer pessoa que tinha mais de 15 anos quando eu nasci. Não eu. Eu sempre me sentirei criança demais para ser adulta. Imatura demais. Birrenta demais.
Mas olha, agora eu sou organizada. Sério. Claro que algumas partes do meu quarto permanencem impossíveis de se manter organizadas – mas isso mais por falta de espaço do que qualquer outra coisa. E minha mãe sempre quis que o meu quarto parecesse mais com um quarto e menos com um cenário para a terceira guerra mundial. Ela pode estar feliz pela casa dela finalmente estar ficando completamente arrumada.
Ok. Desisto. Não sei.
Não sei por que patavinas minha mãe decidiu parar de me torturar de forma violenta. Não sei sequer se ela parou de me torturar ou eu parei de me importar. Talvez ambos.
Talvez seja o momento de escrever menos sobre isso e viver mais, não é? Aproveitar. Mesmo que seja passageiro. Não tem sentido não ficar feliz, quando ter uma mãe normal foi o que eu sempre quis.
Tenho medo de que acreditando, isso desapareça. Como uma bolha de sabão, que quando a tentamos pegar, se desfaz no ar.
Não tem título que resuma isso aqui
O abraço.
O último gigapost do ano 


A era da sociopatia
A mania de querer as coisas difíceis 




