31
Aug 11

Blogday 2011

 

Ou o que eu achei de interessante na internet.

Todo blogday é a mesma coisa. PASSO PERTO de esquecer o bendito do dia! Mas hoje lembrei em tempo de pelo menos, conseguir pensar com relativa calma quem eu indicaria esse ano. E seguem abaixo os blogs que têm me feito perder (ou não) bastante tempo das minhas manhãs, tardes e noites. SUPER RECOMENDO.

 

 

 

E aos meus amigos e amigas blogueiras de sempre: FELIZ BLOG DAY, MEUS AMORES! o/

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15
Aug 11

To be a corselet user or not to be corselet user: that’s the question.

Esse post foi escrito no meio do ano passado, SO é bem óbvio, pra quem me conhece, que esse tipo de constrangimento já não se aplica a mim. We change.  E eu queria publicar esse post.

Então, você sabe que não tem nada a dever em algumas situações específicas da vida. Uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer só para saber a sensação é comprar camisinha. E não qualquer camisinha, mas uma daquelas bem interessantes. Tipo, com sabor ou com aquelas características específicas – uma vez vi uma, acho que da Jontex, que esquentava e outra que esfriava, rs – de deixar os cabelos dos pudicos de plantão em pé. Então. Mas vocês já devem saber que eu simplesmente ainda não tenho colhões para isso. Por que tem aquela velha psicose: imagina se a menina da farmácia é filha e uma amiga da minha mãe e aí a amiga da minha mãe está vendo o meu orkut e a menina diz que me viu comprando uma camisinha super quinthura na farmácia onde ela trabalha e a mãe dela conta pra minha mãe, que me dá um carão e ainda conta pro meu pai?! Tudo bem, talvez minha mãe não me desse um carão por comprar camisinha, mas eu não quero que meu pai saiba que eu faço sexo. Gente, não rola. Mas estou divagando. Nem era sobre isso que queria falar, exatamente.

A verdade é que, assim como comprar camisinha, comprar um lingerie bem sexy é uma atitude completamente confessatória e, claro, só pessoas que realmente não tem nada a declarar para ninguém podem fazer esse tipo de compra sem olhar pros lados umas trezentas vezes. A questão é que lá estava eu, na C&A, super procurando um presente para Weslley – o aniversário dele é dia 23 desse mês, ele estará ficando mais velhinho, meu amorzinho – quando passei pela nova linha de lingerie das Pussycat Dolls. Bem. Parei na hora. Tinha um corselete simplesmente lindo, todo cheio de transparências, brilhos e essas coisas que sempre têm nessas lingeries sexies. I’ve spent simplesmente um século na frente do bendito corselete, pensando nas consequências de levá-lo (ou não). Por fim, decidi, enquanto o enfiava furtivamente na sacola de compras, que não custava provar. Pois bem. Entrei no provador, depois de passar pelo olhar no mínimo curioso da garota da porta, que fica pegando as roupas e nos dando fichas. Claro que me senti poderosíssima dentro daquele pedacinho transparente de underwear, mas né? Sempre tem um mas né. E, venhamos e convenhamos, COMO eu ia simplesmente vestir aquilo lá sem pedir ajuda a ninguém? Quero dizer, eu até poderia não pedir ajuda a ninguém, mas não é como se na minha casa desse para esconder algo como um corselete! E quando eu fosse lavar? Impossível ter um corselete sem fazer as outras pessoas pensarem coisas sobre você. E aí iam começar a pensar que eu tenho uma vida sexual. E eu, por enquanto, prefiro que meus pais pensem – ou pelo menos não tenham provas concretas do contrário – que eu sou um ser relativamente calmo, sexualmente falando. Não é por nada não, mas já sou problemática o bastante sem minha mãe querer trocar figurinhas comigo ou meu pai me ignorando completamente por eu ser uma garota saudável em todas as áreas da minha vida – inclusive nessa grande área (ainda) tabu. Enfim, gastei mais uns 15 minutos – sem exageros – pesando prós (!) e contras (!!!) de ser uma usuária de corselete. Ao final dos quais, é claro, optei pela opção bunda-molenga de deixar o corselete pra lá.

Não é todo mundo que está preparado para enfrentar com coragem com olhares recriminadores de caixas da C&A. Quem sabe da próxima vez.

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21
01
Aug 11

Pensamentos de um ônibus cheio.

Na verdade, os pensamentos são meus. Eu acho.

Sabe que um dia desses eu estava voltando da faculdade – do primeiro dia de aula do período, actually. Que foi bastante bom. Tudo bem que eu tive que aturar o Sr. Olhos de Gata no Cio. E ainda terei que aturá-lo pelo resto do período. Provavelmente pelo resto do curso. Mas desde que ele guarde as piadinhas dele para ele mesmo não haverá problemas. Hm, I don’t see it happening. Quero dizer, ele guardar suas piadinhas para si mesmo. Mas, enfim, tinha uma professora que eu não conhecia. Ela geralmente ensina as turmas de Cinema, mas vai dar Técnica de Entrevista e Reportagem para a nossa turma de Jornalismo. Já empolguei de cara com a cadeira, embora eu veja que ela vai ser uma das mais trabalhosas do período. Mas estou divagando. Não era sobre isso que eu queria falar, de modo algum. Queria falar dos meus pensamentos no ônibus. Um em particular. Não sei se acontece com vocês, mas minha mente trabalha loucamente no ônibus. Tenho 387 ideias diferentes – e infelizmente, nem sempre uma caneta fácil para anotá-las. Mas eis que dessa fatídica vez eu tinha uma. Anotei e aqui estou para comentar com vocês.

Eu estava lá, sentada numa cadeira para deficiente. Não me olhem assim. Não tinha nenhum deficiente/velhinho/grávida em pé. De modo que não ia ficar em pé, olhando para  a cadeira vazia. Tem nem graça. Mas, enfim, fiquei me perguntando: O que impede alguém de ser mau caráter? É, juro, me perguntei sobre isso. Quero dizer, não um mau cárater cara de pau, que é mau cárater na frente de todo mundo e as suas atitudes não enganam ninguém. Acho que um mau cárater desse deixa até de ser mau caráter, por que QUEM é que vai cair nas armações de alguém que se sabe que não presta? E se a pessoa é alesada, me desculpa a sinceridade, mas merece mesmo uns pedalas da vida de vez em quando. Pra ver se toma jeito de gente e se endireita. Ora. A verdade é que não tem a menor graça (?) ser um mau caráter cara de pau. Por que, e a surpresa né? Mas o outro tipo de mau-caratismo, o verdadeiro. O que nos impede de ser assim? Quer dizer, o que me impede de enrolar uma faixa na minha perna todo dia e ande mancando, só pra conseguir que alguém me ceda o lugar no ônibus? Ou de colocar um travesseiro no meio da barriga e fingir que estou grávida, só pra geral ter peninha de mim e me deixar ir sentada do lado da janela, por que né. EU POSSO ENJOAR, ESSE NEGÓCIO DE GRAVIDEZ E TAL E COISA.

Deve ser aquilo que chamam de bom senso, né? Não sei por que o nome dele é bom, afinal de contas. Pra mim, não me serve de nada. Me impede de viver a vida menos estressantemente – ou vocês acham que é FÁCIL andar no CDU/Várzea lotado, em pé, com estranhos praticando um bullying (no sentido de bolinação, mesmo) em você? Deixar de estar sentado numa cadeira que, ok, não me pertence SÓ POR QUE NÃO É CERTO é algo que eu não consigo entender, embora continue fazendo.

Estou sendo sociopata, né Carolda?

Esse post não é para fazer sentido, gente. Foi só uma ideia que passou pela minha cabeça febril num ônibus lotado.

Esse texto começou a ser escrito dia 11 de agosto de 2010.

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