09
Sep 11

Pareço legal, mas sou um porre

Não se engane, eu não tô feliz.

Outro dia estava lendo um dos meus blogs favoritos ever, o So Contagious, e a Annoca tava dizendo que sofria da Chronic Bitchface, aquela carinha abusada que faz com que as pessoas achem que você é daquelas que já acorda mandando a galera à merda, quando na verdade você dá bom dia até àquele besourinho que fez cocô no seu pão. E eu fiquei com inveja. Por que eu queria ser assim.

Sendo que eu sou o contrário.

Eu nunca encontrei ninguém na minha vida que dissesse que eu tenho cara de metida. Eu não tenho, gente. Não mesmo. Eu, geralmente, sou aquela pessoa de quem/com quem (sendo a primeira situação a mais comum) as pessoas riem. Eu causo identificação imediata. E eu não estou me gabando mas, quando eu quero (e a pessoa não é nenhum darth vader), eu faço amizade realmente muito rápido. Entretanto, já faz muito tempo que eu não quero. Ou que, pelo menos, me faço de difícil.

Vocês tem noção do QUÃO é irritante sempre ser a pessoa pra quem os outros perguntam as horas? Ou tentam conversar no msn? Ou no ônibus? Tudo por que você nasceu com essa maldita cara de simpática?!

Não é que eu também odeie todo mundo que vem falar comigo. Nem tanto nem tão pouco. Mas encontrar aquelas pessoas aleatórias, como Anna falou no seu post, é algo que realmente me tira do sério. E o que mais me irrita pior é que elas têm expectations que não chegam nem perto da realidade. POR EXEMPLO: Chega um pirralho FDP que não é pirralho, mas caiu no meu conceito para PIRRALHO por que ele estudou comigo e com a minha irmã. E nós temos 4 anos de diferença de uma para outra. VEJA BEM. Daí eu tô andando na rua, morrendo de calor, querendo chegar em casa logo para praguejar sobre o ônibus lotado quando um ser se posta na minha frente pra falar “ESTUDEI CONTIGO, VOCÊ LEMBRA?”.

A minha vontade é de responder “EU GOSTARIA DE NÃO LEMBRAR”, mas em respeito à minha própria reputação na vizinhança, eu respondo um “Aham” e continuo andando, de forma que o peste precisa quase correr para falar comigo. Em um certo momento da caminhada, ele desiste e vai embora.

Como eu já disse aqui, minha falta de paciência beira à sociopatia. Então, CARA, se eu nunca fui sua amiga – sequer sua colega, direito – POR QUE VOCÊ ATRAVESSA UMA RUA PARA FALAR COMIGO? Baseado em que estrutura? Admito que só pode ser culpa da minha maldita cara de simpática que, apesar de não ser das melhores (estou lutando para me desfazer desse problema), ainda engana alguns.

Acreditem em mim, é muito mais irritante ser julgada como simpática. Pelo menos no caso da Chronic Bitch Face a pessoa vai descobrir que você é super legal, depois de te dar alguma chance. No meu caso, a pessoa só vai se decepcionar.

Triste.

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24
02
Sep 11

Sangue de barata: não trabalhamos.

Mexeu com você, mexeu comigo!

Eu sou estourada. É a verdade, e eu nunca menti pra ninguém dizendo o contrário. E a minha falta de paciência beira à sociopatia. Eu já sei que eu não quero ouvir uma coisa antes mesmo da pessoa abrir a boca para dizer. Ou pelo menos, acho que sei. Don’t matter, a questão é que NÃO CONSIGO aguentar certos tipos de pessoas e certas atitudes. Fica entalado e eu tenho que falar alguma coisa. Até mesmo quando não é comigo.

Sim, minha gente. Eu sou dessas. E eu gostaria mesmo de estar brincando e tal, mas não estou. A raiva injetava nas minhas veias quando alguém faz uma merda com um amigo meu é praticamente a mesma de quando fazem a merda comigo – se não for maior. E vou te contar que NÃO ajuda ter uns amigos lesados, com jeito pra Madre Teresa. Na moral.

Insiro aqui a história da Eufrasina (nome obviamente fictício, tá?). Eufrasina sempre foi lesada, desde que se entende por gente. Do nosso grupo, sempre foi a que pegava o menor sorvete, sem muita reclamação. Sempre a que ficava com o namorado da Barbie mais feio – geralmente era um daqueles bebezões esquisitos. Sempre a que aguentava o bullying amigo sem muito stress. Isso era uma qualidade, entre os amigos, pois ela nunca era aquela que estilava. Sempre deixava pra lá e tal, não era de levar as coisas muito a sério. Mas daí Eufrasina resolve arranjar um namorado. 5 anos mais novo.  O pirralho ainda estava pipocando de espinhas. Eu pensei: “Tá, né, se ela quer, que eu posso fazer?”. Tudo bem, tudo ok.  Uma espiã próxima me contava alguns detalhes estarrecedores do lance deles, mas eu não queria me meter por que a) Eufrasina não chegou pra me contar nada e b) Essa espiã próxima é muito pior do que eu no nível sociopatia, então né? Não dava pra confiar 100%. Uns dois meses depois, chega a época do aniversário de Eufrasina. Ela organiza um jantar, para todo mundo conhecer o bunda-m… ops, namorado dela. Tá, eu tinha que ir, por que eu sabia que para Eufrasina era muito importante a minha aprovação do namoro dela, visto que Eu e Weslley também somos tomados como exemplo de perfeição amorosa entre os amigos íntimos (get a life, people, rs). Ok, tô lá e o cara demora séculos pra chegar. Ninguém mais aguentava esperar para comer o bacalhau. Quer dizer, deixou a galero com fome já perdeu ponto né. Mas nem falei nada, por que Weslley também é EXPERT em chegar atrasado quando não deve. Aí, quando o cara finalmente chega e eu penso que ele vai dar um abraço apertado em Eufrasina e coisa e tal ~~~~ necas.

Acreditem em mim quando eu digo que a forma como um cara trata sua namorada diz tudo. E se, na festa do SEU ANIVERSÁRIO, ele fala mais com a sua prima do que com você, tem algo errado. Tem algo muito errado nisso. Se ele não quer que você futrique o celular dele, também tem alguma coisa que não está certa. Se você está QUERENDO FUTRICAR O CELULAR DELE POR ALGUMA RAZÃO QUE NÃO SEJA VER OS JOGUINHOS QUE ELE TEM OU VER SE A CÂMERA DELE É BOA, também tem algo que num tá encaixando. Onde está a confiança? E por que ela não está aí?  Just saying.

E eu sabia de tudo disso. Sabia e fiquei calada, por que não quis me prender à uma primeira impressão. Vai ver o guri tava tímido, eu pensei. Sempre pode acontecer, né? Pois é, mas eu estava certa. Por que mesmo o mais grosso dos caras dá um abraço na namorada no dia da festa de aniversário dela, por livre e espontânea vontade. E esse não deu. E, por coincidência do destino (not really), esse pirralho partiu o coração de Eufrasina.

A época da highschool é a pior da vida de todo mundo, e vocês todos sabem disso. Tudo o que acontece, acontece com o dobro de drama e o dobro de impacto. Se namorar um cara 5 anos mais novo já não era essas brastemps, que que dirá ser TRAÍDA por um cara 5 anos mais novo com a ex dele, quando eles, ainda mais, estudam no mesmo colégio que você?

Eufrasina ficou em estado de choque. Eu fiquei PUTA de raiva e com vontade de dizer umas boas verdades na cara do bunda-mole (sem OPS agora) que fez isso com ela. Ela gostava dele de verdade. E o mínimo que ele podia fazer era acabar com ela, se não estava mais interessado. Não trair. Porra. Trair é…trair. É cruel, é nojento, é indigno.

E enquanto a minha mente arquitetava planos cruéis que incluíam arrancar as unhas do condenado uma por uma e fazer bullying virtual com o FDP, minha amiga tabacuda conversava EDUCADAMENTE com o nojento que se agarrara com a ex numa sala de aula qualquer, sem qualquer constrangimento ou consideração. Fiquei sem entender. Achei absurdo eu ter ensaiado tantos discursos esculhambatórios com ela e ela sequer ter se dado ao trabalho de usar um. Aquele que eu falava “VOCÊ É UM BOSTA, ME ESQUEÇA!” era maravilhoso e certamente seria indicado ao Oscar de melhor esculhambação pós-gaia já feita. Mas tudo por nada. Todo o meu ódio e a peste da menina resolve que NÃO VAI SE REBAIXAR. FGS!

Provavelmente Eufrasina é uma dessas pessoas que vieram pro mundo pra sofrer, por que né? Vai gostar assim de fazer a santa na China! Eu já vi que vim mesmo pra causar confusão e TO NEI AI. Então aqui adiciono o adendo a Eufrasina Cristina dos Santos: Já resolvemos o problema (eu e minha espiã próxima), com direito à unhas arrancadas, contato deletado do msn (e bloqueado com louvor) e ameaças de morte. Por que se fosse depender de você, né?

E esse post todo foi só pra dizer que tenho a síndrome de Márcia Goldschmidt. Não mexa com quem eu amo. Don’t you dare.

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9
01
Sep 11

Fiuhwaufqie, you sucks.

Você é o maior exemplo de que até com quem não presta a gente aprende alguma coisa. É fato. Por sua causa, por exemplo, estou falando menos palavrão. Por que vi como fica feio.  Como o seu fiuhwaufqieahfsbcuysaugfet infinito pega mal. Observar de fora é tão mais didático, tô te dizendo. Te daria esse conselho, mas não sei QUEM você poderia observar por que VAMOS COMBINAR? Você é um saco. E eu não conheço ninguém que consiga ser mais insuportável que você.

Ainda me pergunto como te aturam.

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