20
Dec 11

Retrospectiva literária 2011

Então, né. Já que todo mundo me passou tanto na cara esse meme, eu vou fazê-lo, mesmo sendo vergonhoso para mim, pois eu não li quase nada nesse ano que se passou.  Espero que em 2012 eu seja mais decente e termine de ler os livros que estão na minha prateleira!

Livros lidos em 2011

O guia do mochileiro das Galáxias [Douglas Adams],  Sussurro [Becca Fitzpatrick], O restaurante no fim do universo [Douglas Adams], A vida, o universo e tudo mais [Douglas Adams], Lolita [Vladimir Nabokov], Até mais, e obrigada pelos peixes [Douglas Adams], Eu Sou Alice [Melanie Benjamin], Organize-se [Donna Smallin], A Menina Que Roubava Livros [Markus Zusak], Memórias de Minhas Putas Tristes [Gabriel Garcia Márquez], O Diabo Veste Prada [Lauren Weisberger], O Ladrão de Raios [Rick Riordan], It Girl – Garota em Tentação [Cecily Von Ziegesar], The Undommestic Goddess [Sophie Kinsella], Emma [Jane Austen].

Legenda: Preferidos; Relidos; Abandonados

  •  Casal mais apaixonante

Nora Grey e Patch, de Sussurro. O livro lindo que eu ganhei da minha amorinha fofa no amigo secreto blogueiro do ano passado. Não tem pra ninguém nesse quesito. É um livro muito bem escrito e pelo menos se jogou numa proposta diferente da que todo mundo tava investindo: anjos.  A história, dessa vez, aborda um anjo CAÍDO. Um anjo bad-boy.  Gente, um anjo BAD-BOY! UM ANJO BAD BOY! Tem coisa mais possivelmente sexy do que isso? Claro que não e é por isso que Nora Grey, a personagem principal, não consegue resistir aos encantos de Patch, o anjo danadjenho que me fez suspirar o livro inteiro. Longe de ser um romance totalmente água com açúcar, Sussurro tem aventura e suspense suficiente para nos deixar ligados all the time, torcendo por esse casal fofinho!
PS: Alguém quer me dar Crescendo de presente? ;)

  • Virei a noite lendo
It Girl – Garota em Tentação. Joguem pedras o quanto quiserem em mim, mas eu esperei MAIS DE UM ANO para ler esse livro, FOR GOD’S SAKE! E devorei-o em 4 dias – o que para alguém que passou um ano lendo um número diminuto de livros é MUITA COISA.
Esse exemplar é o sexto da série It Girl, na qual quem estrela é Jenny Humpfrey – sim, a de Gossip Girl! Essa série mostra a vida dela no internato para o qual ela é enviada depois de aprontar umas poucas e boas em NY e ser expulsa da Constance. Na verdade, não tinha a MENOR chance d’eu não gostar desse livro, uma vez que ele se passa em um colégio interno. Eu tenho essa queda por colégios internos. E tenho uma queda enorme pela Jenny DO LIVRO – a da série acho uma palhaça -, que é peituda e sofre por isso. E além disso ela é uma ~~artista~~! Nem preciso explicar o porquê da minha simpatia, né?
O livro mostra altas armações, desencontros e momentos fofos que os livros de Cecily geralmente têm – quem leu Gossip Girl, sabe. E, claro, tem aquela AVALANCHE de brands que só gzuis, né? Mas, enfim, valeu super à pena esperar todo esse tempo pra ler e, olha, para quem não conhece a série eu ~~indico~~. MUITO.
  • Chorei de soluçar

Meu nome é Alice. Presente de aniversário da amora mais linda de todas as amoras, esse livro foi um dos melhores livros que eu já li na vida. Ele é baseado na história da verdadeira Alice, a que deu inspiração para que Alice no País das Maravilhas fosse escrito. Na verdade, é uma história meio triste, se você for observar tudo. Eu não quero dar spoiler para quem já leu, mas Alice é tão apaixonante que a gente fica torcendo para que ela termine com o ~~professor de matemática~~  e depois com o príncipe. Enfim, com qualquer um que ela ame. Não vou mais falar, por que tô com medo de spoilear vocês.  Anyway, esse livro tirou muitas lágrimas de mim, tanto de emoção quanto de tristeza.

  • Decepção do ano

Me dói no fundo do coração dizer isso, mas definitivamente foi a série de Douglas Adams. Não consigo sequer escolher um para ser o pior. Eu até estava gostando no começo, mas olha, NÃO DEU MESMO. Até tinha comentado com Luisa – que detesta a série – que estava curtindo e tal. E realmente estava, na época. Mas depois a série começa a ficar muito confusa e eis que eu tô empacada no último livro, a 20% de terminar a bendita da “Guia do Mochileiro das Galáxias”.  Para eu ficar empacada por tanto tempo quanto eu estou – creio que uns seis meses – a série tem que ser muito chata, então definitivamente ela vai ficar como decepção do ano.

  • Livro irrelevante do ano

Todos os de Douglas Adams. Sorry, gente.

  • Grifei

Memórias de Minhas Putas Tristes. Li para o Clube do Livro e olha, MUITO BOM. Ele é curtinho, a leitura é envolvente, a história é bonita da forma mais rica possível. Basta vocês saberem que me apaixonei AINDA MAIS pelo Garcia Marquéz e que quero terminar loucamente Amor nos Tempos do Cólera, que não pude finalizar por causa das loucuras desse ano.

  • O pior livro de 2011

Como eu já disse, sequer consigo escolher um. Então a série de Douglas Adams vai ficar aqui mesmo. Não é que o livro seja mal escrito ou coisa assim. MAAAAAS – e esse é um grande mas – a história não consegue apaixonar. Envolver sabe? E você termina lendo por obrigação, o que é UÓ.

  • Soco no estômago

O Diabo Veste Prada. Talvez eu ganhe umas pedradas por inserir um livro de Chick-Lit nessa seção, mas olha, gente, ele tem todo o merecimento. Eu já havia lido esse livro há algum tempo atrás e me apaixonei completamente. É um dos meus livros/filmes favoritos EVER.  Daí, no Clube do Livro, a galera votou nele e terminei relendo. Foi ótimo, por que refresquei a memória de vários pontos dos quais não em lembrava mais. O título de soco no estômago  se deve à demonstração do que uma pessoa pode fazer pela carreira – perder amigos, família, namorado, amor-próprio, saúde – sem nem perceber que está perdendo o resto de sua vida. Confesso que ficava com muita raiva de Andy por não dar um basta e ir embora, por que NUNCA NA VIDA – e quando eu digo nunca é nunca – eu me sujeitaria aquele tipo de situação só para crescer na carreira.  E esse livro em fez revisar algumas das minhas prioridades na vida.

  • O mais chato

Os de Douglas Adams, ponto.

  • Abandonei

Lolita. Nem foi por que eu quis, foi mais por que eu tinha que entregar na biblioteca mesmo. Anyway, não tive coragem de pegar de novo ainda. O livro é um pouco difícil de ler, com a enorme quantidade de palavras em francês as quais eu não conheço, e a história é meio tensa, com o babado da pedofilia e tudo mais. Esse livro tomaria o lugar do Diabo Veste Prada na categoria ‘soco no estômago’ se eu, ao menos, tivesse terminado de lê-lo. Quem sabe ano que vem?

  • Morri de rir

The Undommestic Goddess. Esse é o segundo livro em inglês que eu leio e claro que Sophie Kinsella me fez rir litros com Samantha, uma advogada workaholic que ~~comete um erro~~, é demitida e termina, NA MAIS LOUCA DAS POSSIBILIDADES, como uma secretária do lar. SÉRIO. O mais hilário é que Samantha não sabe sequer fritar um ovo e se vende como uma cozinheira Cordon Blèu da vida. Sério, não tem como não rir.

  • Aventura/fantasia/infanto-juvenil
Acho que O Ladrão de Raios se encaixa bem aqui. Comprei o livro na Avon por que fazia um século que uma amiga minha enchia meu saco falando dessa série. Daí resolvi testar. E não me arrependi. O livro é bem escrito e, gente, É TODO TRABALHADO NA MITOLOGIA GREGA! Mitologia grega, apenas um dos grandes amores da minha vidinha. Apenas a aula da escola pela qual eu ficava esperando o ano inteiro – quando tinha esse assunto no cronograma, né? Então já me ganhou daí. Agora, assim, jamais que pode ser comparado à Harry Potter. Nem de longe os personagens de Rick Riordan têm a profundidade psicológica dos de J.K. Rowling.
Anyway, tem MUITA AVENTURA, é bastante divertido e faz você ficar agoniado muitas e muitas vezes com a tensão das cenas. Já comprei O Mar de Monstros, tá na fila esperando pra ser lido. (:


  • Bate bola de personagens
Personagem masculino mais apaixonante: Patch. Ele é um anjo bad boy, gente, não preciso explicar mais nada.
Personagem feminina que eu queria ser: Acho que nenhuma das que eu li, fazer o quê? Talvez Samantha Sweet, por que no fim de tudo, ela descobre o que é importante para ela – e vai atrás disso.
Personagem mais chato: O robô depressivo de O Guia do Mochileiro das Galáxias, Marvin.
Personagem mais perturbador: Humbert Humbert, de Lolita.
Personagem que mais me identifiquei: Samantha, de The Undommestic Goddess –  por que ela é um desastre como housekepper, of course.

  • O melhor livro de 2011
Meu nome é Alice. Pode ficar orgulhosa agora, Analu! (:

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Dec 11

Lost

Todo mundo tem crises na vida. É verdade, todos nós temos. As crises nos fazem mudar algo que não está certo e nos aperfeiçoarmos como pessoas. Mas isso só vale, eu acho, pra quem sabe o que fazer em seguida. E eu não sei.

Uma parte de mim se debate em negação ao que eu estou escrevendo aqui, mas a verdade é que eu não quero mais jornalismo. Não quero. É chato admitir – na verdade, chato é até eufemismo -, mas é a pura verdade. Cada pedacinho de mim está emputecido por eu ter feito a escolha errada. Mas eu tinha tanta certeza. Tanta certeza. Brigava com quem me dizia que eu não ia arranjar emprego nessa área, ou quem dizia que eu não ia ganhar dinheiro – o que é verdade, mas né? Eu estava disposta a deixar dinheiro de lado para fazer o que eu REALMENTE gostava. E agora, que eu descobri que não guardo nenhum afeto por essa profissão, o que resta?

O jornalismo tirou minha empolgação por escrever, coisa que eu fazia antes com a felicidade e a facilidade de quem respira. Agora eu tenho que ter algo bem organizado na minha mente, para poder dar certo o bendito texto. Esse texto mesmo, apesar de toda a quantidade de sentimentos que sinto ao escrevê-lo, está sendo quase um parto, de tão difícil. E não era pra ser assim. Escrever, modéstia à parte, é um dos poucos talentos que eu tenho. Para onde foi essa minha naturalidade? Eu praticamente nem pensava para escrever. A minha escrita era praticamente o meu jeito de pensar. Daí veio o jornalismo e matou isso em mim. Agora eu penso tanto que a ideia vai embora. As palavras fogem. Eu não sei se tenho assunto pr’um próximo parágrafo.

Que tipo de idiota não tem um plano B, me digam? Ah, essa sou eu, a imbecil que achava que jornalismo iria ser a minha vida. “Ah, eu adoro ler, adoro escrever, adoro falar –  É A MINHA PROFISSÃO!”.  Por que ninguém deu um tapa na minha cara e me acordou?  Se bem que eu sei que não ia adiantar. Quando eu encasqueto com alguma coisa, eu vou até o fim. Eu aceito conselhos, mas gosto de seguir minha própria opinião. Errada, mas minha.

Não vou dizer que o jornalismo não me trouxe nada de bom. Trouxe sim. Além d’eu ter aguçado bem mais o meu senso crítico, também descobri a fotografia, que apesar de ter ficado como hobby bem eventual mesmo – por que eu não tenho uma câmera dslr para tirar fotos decentes -, adicionou muito à minha vida. Mas eu não me vejo fazendo isso cheia de felicidade o resto da minha vida. Ou posso até fazer, mas preciso de algo que me mova para a frente, que me faça acordar feliz e dormir com a segurança e o alívio do trabalho bem feito.

Enquanto escrevo esse poste, me vem um pensamento de que o design pode ser esse porto. É. É possível. Mas não tenho certeza. Tenho muito medo de quebrar a minha cara que nem aconteceu com jornalismo. De qualquer forma, tenho que descobrir onde mora o meu bem querer, não é mesmo? E se tem essa chance, preciso aprofundar meus conhecimentos. Fazer do jeito certo, pesquisar sobre o campo, testar as possibilidades.

Por enquanto, ainda estou perdida nelas. Mas depois desse post, tenho um pouquinho de esperança que talvez, apenas talvez, eu consiga encontrar uma torinha de madeira que me impeça de afogar.

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Nov 11

20 coisas que me deixam feliz.

Estão em ordem aleatória e, gente, foi difícil pra cacete lembrar de 20 coisas que me faziam feliz. Só me vinha na cabeça WESLLEYWESLLEYWESLLEY, que não é uma ‘coisa’ MAS NÃO PODIA FALTAR NA LISTA NÉ? Anyway, alguém me chama pra falar das coisas que detesto, pelamor. Essas vão vir RAPIDINHO, rs.

As imagens são do Weheartit. Meme indicado pela Claudinha.

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