#blogday 2014

blogday

Como muitos de vocês já conhecem, o Rotaroots é um grupo blogueiro maravilhoso e claro que a Vic trouxe, para nós, a ideia de trazer de volta uma das tradições mais legais da blogosfera de raiz – o Blogday. Fiquei muito feliz quando soube da ideia e já disse desde então que participaria – apesar de achar que não teria 15 blogs para indicar, uma vez que não acompanho tanta gente assim. No fim, depois de brigar muito contra a preguiça nesse domingo (seriously, vocês não têm ideia), consegui chegar à uma lista sincera de blogs que vocês deveriam ler/adicionar ao seu leitor de feeds. Sem mais delongas, vamos a esses amores da minha vida e, com sorte, futuros amores das suas.

5 blogs que não saem do meu feed:

Sem Formol Não Alisa + Vida OrganizadaSo Contagious + Minha Vida Como Ela é + All-ternative

Esses sãos os blogs que eu fico esperando, ansiosamente, pelas atualizações. Me perdoem se eu não comento sempre (é essa vida, sempre cheia, e essa preguiça, sempre presente), mas juro que eu tô sempre lendo cada palavrinha de vocês. Sejam os relatos do dia-a-dia da Dani (que eu adoro acompanhar, porque me sinto tão próxima dela com isso), as dicas de organização da Thais (sempre muito práticas), as crônicas maravilhosas da Anna (que consegue transformar até o mais simples dos fatos em uma reflexão maravilhosa sobre a vida), as histórias deliciosas da Analu (com as quais quase sempre me identifico) e as dicas de música, séries e outras coisas legais da Bianca (minha gêmula desde tempos remotos na blogosfera <3). Todos são incríveis e valem a pena acompanhar!

5 blogs que eu conheci pelo Rotaroots:

Avec Mes Loubotins + Sernaiotto + Pequenina Vanilla + Fêliz Com a Vida + Teoria Criativa

Ainda conheço pouco sobre cada um desses blogs, mas já tenho um carinho especial por cada um deles. O AML é bem completo e seu header é a coisa mais linda dessa vida. O Sernaiotto é incrivelmente bem escrito e, eu diria, uma mão na roda pra quem tá adentrando esse mundo blogayro, já que a Loma tem dicas incríveis nas postagens do Orgblog. O Pequenina Vanilla é um blog lindo, lindo, lindo, que é até errado ler só no feed. O Fêliz Com a Vida trouxe boas e muitas reflexões pra minha vida, com posts incríveis e extremamente claros e diretos. E, por último, o Teoria Criativa gerou em mim um nível de identificação que poucos blogs e autoras conseguem. Me identifico, me identifico e quero ser amiga desde já.

5 blogs para sair da rotina:

Zoo Payne + Mariannan + Hjartesmil + Coisas de Diva + Pequenos Monstros

Os três primeiros eu já conheço há um tempinho e leio sempre que aquele desejo de fugir pra outros lugares do mundo bate em mim (o que seria, basicamente, todos os dias). Todos três são blogs gringos (o primeiro e o terceiro, com donas norueguesas, e o segundo, filandesa) e cheios de fotografias maravilhosas. Eles são escritos em inglês, então é tranquilo pra mim acompanhá-los. O Coisas de Diva foi uma indicação de uma amiga que eu levei pra vida, porque ajuda a me manter por dentro do mundo da beleza e sair da minha rotina de cara lavada, quando eu quero. E, por último, mas não menos importante, o Pequenos Monstros é uma delícia de se ler, com um casal lindo que viaja pelo mundo com dois cachorrinhos foférrimos. É uma delícia de acompanhar.

É isso, gente! Espero que vocês tenham curtido. E, a quem indicou o Maçãs nesse dia amor, meu muito obrigada de coração. Fico muito feliz por vocês curtirem meu espacinho. <3

 

Sobre ser mulherzinha

andy me entenderia

Vamos começar essa história pelo começo: eu sempre fui uma pessoa de focar nas coisas importantes. Desde pequenininha. E vocês sabem o que acontece com as coisas que não configuram na categoria ‘importante’ de nossas vidas, né? Elas ganham menos/nenhuma atenção. Quando eu era criança, o que eu ia vestir e como eu ia me parecer nos lugares aos quais eu ia nunca foi uma preocupação na minha cabeça. Ao contrário de muitas pequenas, que já demonstram sua preferência por roupinhas de princesa ou pela maquiagem da mãe, eu nunca liguei pra isso. Eu queria ler, jogar videogame e brincar com minha amigas. Eu queria dançar na festinha da escola (por mais que eu dissesse que detestava ir, eu adorava) e queria participar do esconde-esconde depois da aula. Eu não tava nem aí para como eu estava vestida e o que as outras meninas iam pensar de mim. Isso sempre foi um motivo de frustração pra minha mãe que, sempre vaidosa, não entendia como a filha não sabia combinar roupas e sempre queria sair de casa com trajes de apagar fogo (segundo a própria).

E eu não compreendia porque ser vaidosa era tão importante. E ficava por isso mesmo.

Daí veio a adolescência e: pouca coisa mudou. Eu usava um gloss labial, porque o cheirinho era maravilhoso, eu gostava da embalagem e quase todas as minhas amigas usavam. A partir daí eu achei que entendia o porquê das meninas se arrumarem tanto e perderem cabelos de preocupação com a aparência: a necessidade de estar impecável, de não virar piadinha no grupo, de chamar atenção. Eu nunca gostei de ser centro de atenção nenhum, apesar do meu corpo em desenvolvimento não ajudar. Algumas pessoas podem até não saber ou não entender, por eu ser tão tagarela e tal, MAS: não. Não curto ficar no meio da roda sozinha. Então vocês entendem o tamanho do drama quando eu tinha 12 anos e era uma das poucas meninas com quadris relativamente desenvolvidos e peitos. Sendo que eu ainda brincava de boneca. É. Resumidamente, o que eu posso dizer é que eu supostamente entendia a razão das meninas e me cuidava  suficiente para não ser motivo de chacota (pentear o cabelo, passar um brilho labial de vez em quando, etc), mas eu não levava isso à sério. Pra mim, a tal da aparência continuava sendo algo secundário (na melhor das hipóteses).

emily fez curso de bullying com a minha mamis, haha <3

E aí veio Weslley. Eu tinha 16 anos quando a gente começou a namorar (e ainda me pergunto, como, como, como ele teve paciência para aguentar meu eu de 16 anos) e até hoje me lembro da minha mãe me questionando se eu ia receber Weslley em casa daquele jeito. Por daquele jeito, entendam: sem maquiagem nenhuma, o cabelo sem escova e bem rebelde, roupas velhas (porém inteiras, é bom frisar) e o meu melhor sorriso no rosto. Eu dizia que, se ele fosse realmente quem ele demonstrava ser, ele ia me amar do jeito que eu era e pronto. Eu não precisava ser ninguém diferente pra ele, porque daí ele não estaria namorando Amanda e sim alguma coisa parecida com ela. Minha mãe não compreendia, mas não fazia muita diferença. Eu me sentia bem daquele jeito e, no meu ver, ninguém tinha direito nenhum de reclamar. Claro que eu tinha momentos em que eu me arrumava mais e todos pareciam notar a diferença. Era bom ser mais notada, de vez em quando, mas eu ainda não via o ponto de ficar se descabelando e gastando rios de dinheiros em salões e clínicas de estética para se livrar de bobagens. Eu tinha muitas amigas que eu secretamente apelidava de noiadas, por se preocuparem tanto, por não irem nem na esquina sem um pó na cara, quando eu ia calmamente a todos os lugares sem um pingo de maquiagem. Todo mundo parecia compreender e abraçar o mundo da mulherzice, menos eu. E isso era chato, mas né? Era a vida. Na minha cabeça, algumas pessoas nasciam com uma autoestima normal e conseguiam ver que elas valiam à pena, independentemente do que as outras pessoas pensassem e outras não. E eram essas outras que precisavam se esforçar tanto para se sentir bonitas.

Mas eu estava errada. Estava erradísima. E eu digo isso porque, ao que parece, agora eu começo a dar as mãos e trazer pra vida meu eu mulherzinha, que estava encolhido em algum lugar, esperando o momento correto pra sair e se aventurar nesse mundo. E isso só foi possível porque eu parei de achar que eu era superior por não me importar com o que o grande restante das mulheres se importava. Quando eu comecei a perceber que se cuidar não é se importar com o que os outros vão pensar de você, mas sim apresentar e trazer o melhor de você pra você e pro mundo. Ser vaidosa não é ser insegura. É gostar de si e saber que, sim, eu sou bonita com a sobrancelha por fazer, mas sou ainda mais incrível com uma sobrancelha benfeita. E que eu mereço essa sobrancelha benfeita e maravilhosa. Eu mereço chamar atenção de vez em quando, seja pelo meu cabelo ou pelo brilho nos olhos que a gente fica quando está se sentindo bem na própria pele. Se cuidar é se amar.

Então, agora, gente, eu estou trilhando esse caminho do autoamor, que não tem nada a ver com não se aceitar como se é, e tudo a ver com se sentir bem sendo você. Tudo bem que algumas batalhas são muito difíceis. Ainda vivo uma relação de amor e ódio com o delineador, não uso maquiagem todos os dias (até porque nem deve fazer bem pra pele), ainda preciso dar mais bola para os hidratantes corporais e tenho uns poucos dias de diva em que acordo para o batom vermelho (porém, eles ainda são raros). Mas estamos aí na luta. Estamos aí na estrada e, por enquanto, a viagem está sendo incrível.

beijo procês

52 Semanas: fico de mau humor quando…

Então, falar de mau humor é a coisa mais simples do mundo pra mim, uma vez que eu definitivamente entendo desse assunto. Eu sou muito mal-humorada. Não no sentido “pessoa que não vê graça em nada”. Eu tenho senso de humor, sim, e até rio com besteira. Mas precisa de muito pouco pra me tirar do prumo e isso é algo que eu gostaria muito de melhorar em mim. Primeiro, porque é chato para as outras pessoas e, segundo, porque é muito cansativo ficar raivosa com as coisas e pessoas quase o tempo todo. Obviamente, foi até difícil elencar o que me deixa mais arretada, mas temos que escolher né? Então venham comigo!.

TPM.

é bem por aí.

Ok, isso não é novidade nenhuma. Eu sei que muitos de vocês não me levam mais a sério no Twitter, quando eu falo de TPM. Mas vocês deveriam, porque eu jamais – repito, jamais – inventaria algo tão sério e destruidor quanto a minha tensão pré-menstrual. É ridículo o que a queda de uns hormônios podem fazer com a gente, mas o fato disso ser apenas trabalho de um ou dois hormônios não significa que não faça toda a diferença na nossa vida e que não interfira no nosso dia a dia. Inclusive, como eu disse dia desses, no Twitter, deveria mesmo ter uma licença TPM, para que a gente não fosse obrigada a encarar a vida nesses dias tão difíceis e dramáticos. Meu humor, que já não é lá essas coisas, vai pro subsolo e tudo é possível. Eu posso ficar raivosa, deprimida e carente de uma vez só ou pode ser apenas uma daquelas TPMs em que eu xingo todos mentalmente. É uma roleta russa na qual eu sempre levo um tiro (só muda o tipo de bala). Tenho raiva das minhas amigas, da minha família, do meu bofe e, mais do que tudo, de mim mesma. Meu maior desejo, nesses dias, é um botão que, apertado, me permitisse desaparecer do mundo. Inclusive pra mim mesma.

Quando as coisas não saem como eu esperava.

my life, my plans, bitch.

Eu gosto de planos. Gosto muito. Gosto ainda mais quando eles seguem até o fim organizadinhos e não são atrapalhados por essa chateação infinita que é a vida. Claro, muito obviamente, eu vivo quebrando a cara e me irritando com essa vida acontecendo e bagunçando minhas coisas.Isso pode ir desde uma saída ao cinema até a organização de uma viagem, passando por um plano do dia a dia que estava apenas na minha cabeça (como, por exemplo: sair do trabalho cedo, chegar em casa cedo, comer, tomar banho e preguiçar até a hora de dormir). Para praticamente qualquer coisa do cotidiano eu tenho um plano, eu tenho ideia e quando as pessoas passam por cima disso, eu não fico feliz. Não gosto que mudem coisas sem me perguntar antes, não gosto que troquem meus pedidos por alguma coisa similar, não aceito numa boa o “eu sei que a gente tinha marcado isso, mas vamos fazer aquilo”? É a vida, gente. Eu sou taurina, afinal de contas.

Atrasos.

pfvr, sem desculpinha

Acho que já comentei que acho atrasos uma falta de respeito a pessoa que está te esperando. Pra mim, é sinal que a pessoa não dá valor ao seu tempo nem a você. Claro, eu tenho um namorado que está quase que eternamente atrasado e tenho alguns amigos e familiares cuja realidade e regra é o atraso, não a pontualidade. Portanto, obviamente tive que aprender a lidar com isso e até chego atrasada, algumas vezes (raras). Mas não posso evitar ficar com mau humor, nem que seja de leve, toda vez que alguém me deixa plantada, esperando. Odeio esperar, odeio me sentir secundária. Odeio atrasos.

Comida ruim.

eca, véi

Poucas coisas na vida são piores do que comida ruim para o meu humor. Principalmente se eu tiver gasto dinheiro comprando-a. É péssimo gastar seu apetite (e o dinheirinho que eu suei muito pra ganhar) comendo uma comida mal feita e, certamente, cozinhada com descaso e sem amor. Por isso que, na maioria das vezes, eu como em lugares que já conheço ou que foram muito bem indicados e, se for comer num lugar desconhecido, tento pedir um prato que seja fool-proof. Embora, eu deva dizer, as pessoas sempre dão um jeito de se superar, negativamente. Como que alguém consegue fazer um purê de batatas ruim? Ou um molho de tomate? Fica aí o questionamento para a vida.

Calor.

sabe aquele lugarzim pegando fogo ali? hellcife

E eu moro em Recife, so you can imagine how radiant I am most of the days. Odeio a sensação de suor, do corpo grudento e do mau cheiro que exala das pessoas que ainda não abraçaram o Rexona aerossol nas suas vidas. Odeio não poder usar camisas de manga longa, odeio que minha chapinha não dura e minha franja fica grudada na testa. Odeio meu lápis de olho derretendo e meu pó indo pras cucuias. O único lugar onde dá pra ser feliz no calor é na praia, e com uma Coca bem gelada do lado mais mergulhos periódicos no mar. Ponto.

Eu sou chata, gente, mas continuem me amando e dizendo o que faz seus dias mais difíceis lá na caixinha de comentários. <3

5 Desejos para Agosto

Amanhã começa um novo mês e, com ele, minhas esperanças em mim mesma (e na vida) se renovam. Quem começa dieta na quarta-feira que me desculpe, mas fresh starts são essenciais. E tudo bem que mês que vem é agosto e, hipoteticamente, um mês que não reserva nada de bom pra gente, mas: a esperança é a última que morre. E para eu saber o que, das minhas esperanças, projetos, ideias e ilusões, será concretizado no mês que vem, resolvi colocar aqui tudo o que eu quero fazer nesse mês novinho em folha, para eu retornar, no fim de agosto e ver o que foi pra frente e o que não foi. Vem comigo, gente!

eu sei, gente, eu sei

  1. Controlar minha ansiedade. Sei que até que sou uma noiva controlada, nas redes sociais, mas na vida real eu estou enlouquecida, extremamente cansada de me preocupar com essas coisas e descontando tudo no cartão de crédito. Tem gente que come, tem gente que deixa de dormir, tem gente que perde os cabelos todos da cabeça. Eu compro, quando estou ansiosa. Comprei tanto no último mês que quase me candidatei a uns grupos de shopaholics anônimos. Mas eu sei que isso é culpa da minha ansiedade e eu PRECISO controlá-la. Durante o mês, vou procurar algumas técnicas para controlar meus surtos. Vocês saberão se funcionar. E se não funcionar também. #broke
  2. Me dedicar ao meu inglês. Minha lua de mel em Londres está chegando (êêêê!) e claro que eu quero me desenrolar decentemente quando a hora chegar. Eu normalmente tenho MUITA preguiça das aulas do curso de inglês, mas esse semestre quero me dedicar mais. Eu adoro estudar línguas, não consigo entender essa minha preguiça das aulas e dos exercícios. Acho que é mais falta de prática (como eu já disse algumas vezes, meu curso da Jornalismo me fez desaprender a estudar) do que qualquer outra coisa. Então a ideia é praticar mais estudar inglês e aprender mais e melhor nesse mês e no restante do semestre.
  3. Comprar menos livros/ ler mais dos que eu já tenho em casa. Esse é um problema. Eu sou uma bookaholic, adoro comprar livros, adoro lê-los, mas nem sempre tenho tempo. Ou seja:  compro livros muito mais rápido que os leio, o que obviamente me deixa com uma culpa enorme quando noto as pilhas de livros se acumulando. Então, o que eu queria do fundo do coração, no mês de agosto, era ler alguns dos livros que eu já tenho na minha estante, esperando (e implorando) para serem lidos por mim. E, de preferência, não comprar nenhum novo. Porque né? Faz uma vida que pausei minhas leituras do Kobo justamente por ter muitos livros físicos pra ler. Acho errado continuar comprando livros, aumentando essa lista e não ler no meu Kobinho lindo nunca.
  4. Ser mais organizada/ manter minhas coisas em ordem. Weslley já me chamou de bagunceira um zilhão de vezes nos últimos meses e eu tô achando que tá ficando meio feio pra mim. A verdade é que eu chego cansadérrima do trabalho, jogo as coisas em qualquer lugar do quarto, vou tomar banho, como e desmaio na cama. Daí, obviamente, o que está arrumadinho, na segunda-feira, está uma desgraça, na quinta. Também preciso organizar melhor meus estudos e minha rotina de trabalho, para que tudo caiba nas 16 horas que a gente tem no dia (as 8h que eu estou dormindo não contam, né gente?).
  5. Cozinhar mais. Consegui umas receitas amor com a minha mãe-torta na última semana e já fiz duas (aprovadas com louvor pelos que provaram as iguarias). Pretendo cozinhar mais nesse mês que vem. É uma coisa que me dá prazer, tanto pela comida em si (que não fica nem um pouco ruim, sou obrigada a dizer) quanto pela atividade em si, que é muito terapêutica. Sem contar que o Cozinha Prática volta agora em agosto (viva!) e claro que eu tenho que testar as receitinhas da Rita, né? <3

E vocês, tem alguma dica pra me dar ou partilham de algum dos meus desejos para o mês vindouro? Comentem! (:

Estive lendo: A Vida do Livreiro A. J. Fikry, A Lista de Brett e A Parisiense

Ler é uma atividade que eu amo de coração, mas que está especialmente difícil, nesse ano de casório e organização da viagem de lua de mel. Mas, claro, como fazemos com todas coisas boas da vida, sempre arranjo um tempinho e espremo livros nele, porque viver sem ler é que não dá, né gente? Principalmente porque a minha lista de livros a ler só faz aumentar uma vez que meu cérebro não entende que eu simplesmente não tenho tempo suficiente e sempre me guia a Cultura (que fica, para minha desgraça, muito perto do meu trabalho), onde eu deixo, invariavelmente, metade do meu salário, todo mês. Resumindo: apesar do pouco tempo livre, continuo comprando livros e mais livros e eles, claro, me olham acusadoramente da estante em que eu os organizei. Então uma hora ou outra eu termino lendo algum. Achei que o mês de Julho foi bem rico em leituras, uma vez que consegui ler mais de dois livros (!) e comecei vários (eterna mania) que ainda não consegui terminar. Mas chegarei lá. Por hora, vamos ao livros das últimas semanas.

Estive lendo: A Vida do Livreiro A. J. Fikry, A Lista de Brett e A Parisiense

 

A Vida do Livreiro A. J. Fikry – Gabrielle Zevin | Companhia das Letras  

Eis um livro que eu comprei pela capa. Na verdade, tanto ele quanto A Lista de Brett foram comprados pelas suas lindas capas e pelo o que a história prometia. Meu pensamento foi basicamente: “o livro tem uma bela capa e se propõe a contar a história de um livreiro. Não tem como dar errado” . E não deu mesmo, apesar de ter sido um pouco diferente do que eu imaginava. Esse livro me ensinou muito, muito mais do que eu imaginava que um livro tão fininho pudesse me ensinar. Como eu já comentei em outro post, o livro é leve, mas a história não. A vida de A. J. é uma vida cheia de reviravoltas, nem sempre boas, nem sempre tranquilas, nem sempre fáceis. Mas o que me choca e chocou durante o livro é forma como nenhuma dessas dores são acessadas à exaustão durante o percorrer da história. There is no drama, apesar de existir. É apenas a vida e o que ela traz com ela. E a gente tem que aceitar o que temos e nos virar da melhor maneira possível. Aqui, aprendi, sem querer, que tudo é uma questão de perspectiva. Tudo é o quanto de energia você gasta em determinada situação. Definitivamente, um livro que eu indicaria para todos que, como eu, são ansiosos e fazem uma tempestade não em um copo, mas em uma gota d’água.

A Lista de Brett – Lori Nelson Spielman | Verus Editora

Comprei ele e o livro anterior no mesmo dia, num passeio ao shopping com uma amiga. Quero dizer que ela me deu sorte e precisamos ir mais à livraria juntas, porque ambos foram compras muito válidas. Claro que um livro que tem a palavra mágica LISTA na capa não poderia escapar da minha fúria, uma vez que não conheço ninguém que ame mais listas do que eu. A história é bem interessante: a mãe de Brett, nossa personagem principal, morre e lhe deixa uma lista de coisas que ela precisa cumprir para que consiga a sua parte da herança. O pulo do gato é o seguinte: a lista é uma lista de sonhos que a própria Brett fez, quando era adolescente. Sacou o drama? Comecei esse livro achando que seria algo bem leve, para passar o tempo, mas terminei pensativa,  reflexiva. Quantos sonhos não deixamos pra trás, quando era deles mesmos que nós éramos feitos? Quantos ideais não abandonamos, achando que não cabem mais na gente, que não fazem mais sentido? Acompanhar o esforço de Brett – a principio desajeitado e raivoso e, ao fim, decidido – me fez bem. Porque eu sou uma pessoa que sempre tem um pezinho no passado (sou taurina, gente, não posso evitar) e saber que tem coisas de que realmente não podemos abrir mão jamais é importante. Pra gente e para as outras pessoas, porque A Lista de Brett mostra que seguir o caminho que nosso coração manda não faz bem só pra gente. Faz bem pro mundo.

A Parisiense – Inès de La Fressage | Intrínseca

Depois de tanta reflexão, um livrinho mais leve é sempre bem vindo, né? Aproveitei uma promoção maravilhosa que estava acontecendo na Cultura (50% de desconto, minha gente, 50% DE DESCONTO) e arrematei essa edição linda de A Parisiense, que é um guia de estilo de uma modelo famosíssima da década de 50, acredito, a Inès de La Fressage. Daí vocês pensam: “E pra quê ler um guia de estilo de uma pessoa foi chiquérrima em outra época?”. Uma simples razão: bom gosto não tem idade e não tem época. A gente muda o nosso jeito de se vestir ao passar dos anos, mas algo permanece, e é o nosso gosto pessoal. Claro que tem várias ‘regras’ que ela coloca no livro que não se encaixam no nosso dia a dia e outras que eu simplesmente não desejo seguir. Mas o livro também me deu dicas maravilhosas (jeans branco com suéter azul marinho, COMO EU NÃO PENSEI NISSO ANTES?) e eu, que estou ainda dando baby steps no que diz respeito a mulherzices, me peguei empolgadíssima, testando maquiagens, roupas e penteados no cabelo. Indico a leitura a todo mundo que se sente meio perdida em meio as amigas super estilosas e precisam de um guia para seguir em frente. Só tenham atenção: como Inès fala no próprio livro, nenhum regra é inquebrável ou obrigatória. Leiam, guardem o que serve pra vocês e sigam em frente. Foi o que eu fiz. (:

Já leram alguns desses? Qual a opinião de vocês? Comentem! (: