Pluviophile

This last week was a whole chaos. Yes. And, for a change, I didn’t get all desperate as I usually do. I’ve just embraced it and wait for Saturday to arrive and cure all the wounds my weekdays made me. And it didn’t let me down. Today, since its very start, has been a perfect healing and calming down Saturday. Just the kind of makes me happy and prepares me for another week full of life and chaos.

I’ve:

  1. slept more than 8 hours, thing that I’m not being allowed to do on my weekdays, since I have to wake up early to work and always get home late.
  2. seen it rain. I love the rain, I’m a real pluviophile (yes, it does exists a word for people who love rain). Its sound, its smell, its feeling. Even its thunders. Rain <3
  3. read more than I’ve read all the week and – guess what – a really good book. I’m totally in love with Attachments, written by the glorious incredible writer, Rainbow Rowell. I’m sorry for all the fangirling thing but I can’t help it, I love this woman.
  4. listened to an amazing playlist called ‘Dia de Chuva’, at Superplayer. Really awesome. Actually, I’m listening it while I write this post. It’s playing ‘Here Comes The Sun’. Really awesome. <3
  5. written this blog post, after more than one month without any minimum desire of writing anything other than a note on a post-it. I was already asking W if it is ok to him to marry a writer (which I never was) that can’t write anymore (which I never could). He obviously said to me to calm down, that it was just the stress and that I would write again, eventually. I’m obviously not writing something fancy or literary, but it is ok and makes me happy, for now.

All this amazing things, and the day isn’t even near to an end, yet. I do have a little (not really) of work to be done, some chores, some English homework that I should have done some weeks ago and other smaller things to handle. But I’m ok. I’m content.

Whoever asked for this rain, thank you.

Quero morar no teu olhar

Hoje eu acordei de mau humor. Na verdade, algo normal, eu acordar de com a breguilha pelo avesso, como diria minha vó. Afinal, com o dia, começam todas as obrigações e chateações do dia. Começa o calor desse verão enlouquecedor de Recife, as andanças pelas ruas que cheiram a urina, as horas intermináveis na frente de um computador, fritando meus olhos num astigmatismo sem fim. Tudo isso já tinha passado na minha cabeça, naquele ínfimos segundos nos quais eu levantei, desliguei o ar condicionado e abri a janela até o final, enchendo o quarto de luz.

Você se escondeu debaixo do edredom, querendo proteger os olhos dormidos da luz. Eu o descobri. Se eu tinha que acordar, você também tinha, pensei, irritada. Daí você abriu seus olhos, aquele cor de mel doce e incrível e meu e eu me desfiz. Cada partezinha da minha brabeza característica foi embora e eu só tive vontade de beijar cada pedacinho de você. Tive vontade de tirar férias para morar dentro daquele sorriso bêbado de sono seu, quis fotografar aquele olhar delicioso, para olhar sempre que o dia parecesse ruim demais. Mas depois percebi que aquele olhar não era pra uma câmera, não era pra qualquer um. Era só pra mim. Então gravei na minha memória e me alimentei dele, durante o dia.

Obrigada por ter o olhar mais incrível do mundo. E obrigada por olhar esse olhar só pra mim.

ISTJ – ou 24 anos de (auto)enganação

Toda a minha vida eu achei que eu era uma pessoa extrovertida. Toda. Eu sempre falei pelos cotovelos e, quando pequena, fazia amizade de forma simples e fácil. Lembro dos meus pais e vizinhos contarem que me levavam para passear e, quando se davam conta, eu já estava de braços dados com alguma criança aleatória que havia encontrado no local. Não lembro muito bem daquela época, mas mesmo depois de crescida e mesmo não sendo aquele ser super popular que todos nós desejamos ser no alto dos nossos 12/13 anos, eu ainda me considerava uma pessoa extrovertida.

How wrong I was.

Sabe, provavelmente, uma breve olhada no dicionário tivesse resolvido isso. A minha vida toda eu confundi extroversão com timidez. Eu não sou tímida, embora não goste muito de ser o centro da atenção de grupos grandes – como, por exemplo, uma sala de aula. Entretanto, dizer que eu sou extrovertida, descobri eu, essa semana, não poderia ser mais errado.

Eis que, nas aleatoriedades da internet, eu dei de cara com um teste de personalidade, baseado nos escritos psicológicos de Jung, Keirsey e Briggs-Myers. Como eu nunca superei essa vida adulta sem testes da Capricho, fui logo tratando de fazer o bendito teste e de ver o resultado. E qual não é o meu choque quando o meu resultado é um sisudo – e totalmente honesto – ISTJ. E esse I, daí da frente, significa Introverted. Introvertido. Introvertida. EU.

Primeiro achei que tinha dado errado – respondi erroneamente alguma pergunta? -, mas depois comecei a ler as características dos introvertidos e vi que, a vida toda, me iludi. A luz se fez. Agora eu tinha uma explicação plausível para ficar estafada depois de reuniões simples com amigos, apenas com bate-papo e coca-cola. Agora eu tenho uma razão para aquele cansaço mental que cai sobre mim, depois de um dia lidando com muitas pessoas. Agora eu entendo porque eu não consigo sair mais de uma vez no fim de semana – ou, se saio, fico revoltada com a pessoa/ a situação que me obrigou a sair.

Não se enganem, eu sempre soube que era caseira. Mas nunca achei que minha vontade de ficar em casa, deitada na cama, lendo, navegando na internet, assistindo a filmes ou coisa que o valha tivesse alguma ligação com o meu eu ser ou não extrovertido. Porque pra mim, extroversão sempre significou aquela habilidade de brincar, conversar, se integrar com as pessoas – coisas que nunca foram bem o meu problema, embora, obviamente, eu não demonstrasse meu talento para entreter amigos muitas vezes. E, nas poucas que demonstrava, era por um tempo limitado. Era como se a pilha acabasse, depois de um tempo, e eu só quisesse ir pra casa dormir, até recarregar.

Descobri, além disso, outras pequenas coisas que fazem todo sentido pra mim. A minha impaciência com gente pouco objetiva, meu alto senso de responsabilidade, meu gosto por organizar coisas e criar regras, meu abuso por pessoas e instituições que não se importam com um trabalho benfeito e até mesmo a tendência das pessoas a me acharem rude – quando, na verdade, esse é o meu jeitinho sincero de ser. Tudo fez tanto sentido como nenhum teste da Capricho jamais fez e eu, no alto da minha auto(re)descoberta só conseguia pensar no quanto é importante se conhecer, no quanto é importante saber quem você é.

Tudo poderia ser diferente, se eu soubesse disso no alto da minha adolescência, quando saía cedo das festas do colégio e não tinha vontade nem interesse em pedir para sair, para os meus pais. Talvez eu me entendesse melhor. Talvez toda a minha vida fosse diferente agora. Seria eu uma contadora, ao invés de uma jornalista? Uma bibliotecária? Uma advogada? Impossível saber. O que eu acredito, ainda mais, é que o autoconhecimento nunca é demais. E que, quando a gente pensa que se conhece completamente, está também completamente errado.

Um dia, assim será

 

Acordo, abro os olhos lentamente. O sol entra, tímido, pela nossa janela, filtrado pela translúcido da nossa fina cortina branca. Do meu lado, você dorme, a sono solto, preso ainda no mundo onde tudo é possível e onde a realidade, essa frustrante tapa diária na cara, não existe. Eu sorrio e te observo, seu respirar leve e despreocupado, como tudo o que você faz na vida.

Levanto aos poucos, o colchão afundando enquanto me mexo. Calço os chinelos e vou pro banheiro, lavar o rosto e escovar os dentes. Meu sabonete tem um cheirinho bom de pele limpa. Me faz sentir bem. O espelho mostra um rosto limpo, tranquilo, satisfeito. Aquela espinha que apareceu na TPM já sumiu. Bom. Refrescada, me dirijo à cozinha. Coloco água na chaleira, que em pouco minutos começa a soltar vapor. Diversos potinhos transparentes e rotulados com o nome dos seus respectivos ingredientes se alinham numa prateleira acima do fogão. Escolho o do café. Coloco o pó no coador e, aos poucos, o cheiro inconfundível de café bom, feito na hora, invade nosso apartamento. Sorrio ao te ver só de cueca, na sala, atraído pelo cheiro de sua bebida favorita. Você me dá um beijo de bom dia, seguindo por um delicado, na testa, e eu te dou uma caneca de café.

A gente senta, em silêncio, e munidos de nossas canecas, de frente para nossa janela, observamos o dia se descortinar.

Para 2014, com amor

Eu tinha uma lista pronta, que eu fiz com uma semana de antecedência. Eu tinha. Está nos drafts, abandonada, porque eu decidi, nesse exato instante, que aquela lista não traria nada de extraordinário ao meu 2014. Tudo isso porque li o post do Vida Organizada, sobre fazer uma lista de resoluções diferente. Diferente porque, ao invés de focar em você, a lista focaria no que você faria para os outros. E eu acho que é nisso que eu peco, sempre.

Não me levem a mal. Tem, claro, pessoas para as quais eu faço coisas de graça e de boa, sempre. Mas sinto falta de mais amor, mais compaixão e, claro, da paz que estar em paz com os outros seres humanos do mundo. Por isso, eu resolvi fazer uma lista mais voltada para falhas mais importantes e profundas do que o meu excesso de peso ou minha falta de lógica na hora de me alimentar, que era o que tinha na minha antiga lista. Claro, eu jamais conseguiria fazer uma lista completamente voltada para outras pessoas – sim, sou egoísta, confesso – mas essas serão resoluções bem mais aceitáveis. Espero.

  1. Ter mais compaixão e se colocar mais no lugar do outro. A gente julga, a gente briga, a gente puxa a orelha do outro, mas esquecemos de analisar se, no lugar da pessoa, não faríamos o mesmo. E, mesmo que não fizéssemos: temos outras falhas, que podem muito bem ser piores que a do outro.
  2. Sorrir mais, abraçar mais, elogiar mais. A gente acha que não, mas um sorriso, um abraço e um elogio fazem toda a diferença. Em 2014, eu quero fazer mais isso.
  3. Focar menos no material. 2013 foi um ano bem materialista pra mim – tanto é que consegui entrar no vermelho de novo, quase um ano depois de ter saído. Por isso, ano que vem, quero comprar menos. Bem menos. Já teremos bastante dívidas a nos preocupar, com o casamento e tudo, então não precisamos de um drama a mais. 2014 vai ser para colocar o freio nas compras inúteis e focar no que realmente importa.
  4. Fazer um trabalho voluntário ou ajudar alguém que precisa em alguma atividade. Em algum lugar, de alguma maneira, eu sinto que isso me tornaria melhor como pessoa. Tenho vontade de ajudar no GAC ou no NACC, mas tô aceitando até trabalhar nas quermesses de igreja de bairro. O que importa é ajudar.
  5. Reclamar menos. Que me acompanha no twitter, sabe: eu reclamo demais. Reclamo, reclamo, reclamo mesmo. E acho que, ó, a ferramenta está aí pra isso. Mas para isso também. Quero ser menos reclamona em 2014, tanto na vida real como na virtual. Não é que eu vá ignorar os meus problemas, mas algumas vezes reclamar não adianta muita coisa. Acho que uma regra do tipo ‘só reclamar uma vez por semana’ pode calhar bem nesse caso. Só pra eu ter certeza que não estou estourando a quota.
  6. Desconectar. Certo, até eu, no auge da minha loucura pré-réveillon sei que é impossível se desconectar – principalmente eu, que trabalho com mídias sociais e sou paga para estar conectada e por dentro do mercado. Entretanto, no ano que vem, eu quero ter mais tempo pra ler, ver um filme, acompanhar um série, limpar a casa, não fazer nada deitada na cama – esse tipo de coisa. Então, pelo menos nos meus horários livres, vou tentar desconectar mais. Talvez fazer uma limpa nas redes, ver o que funciona e o que não rola, por aí.
  7. Ajudar mais na limpeza da casa. Eu morro de preguiça de serviços domésticos, mas além de ser uma boa ajuda para quem limpa a casa, também me treinará para a vida a dois que vem aí. Sem falar que dizem que é muito bom pra mente criativa, esse negócio de lidar com trabalhos mais simples e braçais.

É isso. São poucas, mas (acho) são boas. E vocês, têm alguma resolução pra esse ano que vai chegar?

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