5 Desejos para Agosto

Amanhã começa um novo mês e, com ele, minhas esperanças em mim mesma (e na vida) se renovam. Quem começa dieta na quarta-feira que me desculpe, mas fresh starts são essenciais. E tudo bem que mês que vem é agosto e, hipoteticamente, um mês que não reserva nada de bom pra gente, mas: a esperança é a última que morre. E para eu saber o que, das minhas esperanças, projetos, ideias e ilusões, será concretizado no mês que vem, resolvi colocar aqui tudo o que eu quero fazer nesse mês novinho em folha, para eu retornar, no fim de agosto e ver o que foi pra frente e o que não foi. Vem comigo, gente!

eu sei, gente, eu sei

  1. Controlar minha ansiedade. Sei que até que sou uma noiva controlada, nas redes sociais, mas na vida real eu estou enlouquecida, extremamente cansada de me preocupar com essas coisas e descontando tudo no cartão de crédito. Tem gente que come, tem gente que deixa de dormir, tem gente que perde os cabelos todos da cabeça. Eu compro, quando estou ansiosa. Comprei tanto no último mês que quase me candidatei a uns grupos de shopaholics anônimos. Mas eu sei que isso é culpa da minha ansiedade e eu PRECISO controlá-la. Durante o mês, vou procurar algumas técnicas para controlar meus surtos. Vocês saberão se funcionar. E se não funcionar também. #broke
  2. Me dedicar ao meu inglês. Minha lua de mel em Londres está chegando (êêêê!) e claro que eu quero me desenrolar decentemente quando a hora chegar. Eu normalmente tenho MUITA preguiça das aulas do curso de inglês, mas esse semestre quero me dedicar mais. Eu adoro estudar línguas, não consigo entender essa minha preguiça das aulas e dos exercícios. Acho que é mais falta de prática (como eu já disse algumas vezes, meu curso da Jornalismo me fez desaprender a estudar) do que qualquer outra coisa. Então a ideia é praticar mais estudar inglês e aprender mais e melhor nesse mês e no restante do semestre.
  3. Comprar menos livros/ ler mais dos que eu já tenho em casa. Esse é um problema. Eu sou uma bookaholic, adoro comprar livros, adoro lê-los, mas nem sempre tenho tempo. Ou seja:  compro livros muito mais rápido que os leio, o que obviamente me deixa com uma culpa enorme quando noto as pilhas de livros se acumulando. Então, o que eu queria do fundo do coração, no mês de agosto, era ler alguns dos livros que eu já tenho na minha estante, esperando (e implorando) para serem lidos por mim. E, de preferência, não comprar nenhum novo. Porque né? Faz uma vida que pausei minhas leituras do Kobo justamente por ter muitos livros físicos pra ler. Acho errado continuar comprando livros, aumentando essa lista e não ler no meu Kobinho lindo nunca.
  4. Ser mais organizada/ manter minhas coisas em ordem. Weslley já me chamou de bagunceira um zilhão de vezes nos últimos meses e eu tô achando que tá ficando meio feio pra mim. A verdade é que eu chego cansadérrima do trabalho, jogo as coisas em qualquer lugar do quarto, vou tomar banho, como e desmaio na cama. Daí, obviamente, o que está arrumadinho, na segunda-feira, está uma desgraça, na quinta. Também preciso organizar melhor meus estudos e minha rotina de trabalho, para que tudo caiba nas 16 horas que a gente tem no dia (as 8h que eu estou dormindo não contam, né gente?).
  5. Cozinhar mais. Consegui umas receitas amor com a minha mãe-torta na última semana e já fiz duas (aprovadas com louvor pelos que provaram as iguarias). Pretendo cozinhar mais nesse mês que vem. É uma coisa que me dá prazer, tanto pela comida em si (que não fica nem um pouco ruim, sou obrigada a dizer) quanto pela atividade em si, que é muito terapêutica. Sem contar que o Cozinha Prática volta agora em agosto (viva!) e claro que eu tenho que testar as receitinhas da Rita, né? <3

E vocês, tem alguma dica pra me dar ou partilham de algum dos meus desejos para o mês vindouro? Comentem! (:

Estive lendo: A Vida do Livreiro A. J. Fikry, A Lista de Brett e A Parisiense

Ler é uma atividade que eu amo de coração, mas que está especialmente difícil, nesse ano de casório e organização da viagem de lua de mel. Mas, claro, como fazemos com todas coisas boas da vida, sempre arranjo um tempinho e espremo livros nele, porque viver sem ler é que não dá, né gente? Principalmente porque a minha lista de livros a ler só faz aumentar uma vez que meu cérebro não entende que eu simplesmente não tenho tempo suficiente e sempre me guia a Cultura (que fica, para minha desgraça, muito perto do meu trabalho), onde eu deixo, invariavelmente, metade do meu salário, todo mês. Resumindo: apesar do pouco tempo livre, continuo comprando livros e mais livros e eles, claro, me olham acusadoramente da estante em que eu os organizei. Então uma hora ou outra eu termino lendo algum. Achei que o mês de Julho foi bem rico em leituras, uma vez que consegui ler mais de dois livros (!) e comecei vários (eterna mania) que ainda não consegui terminar. Mas chegarei lá. Por hora, vamos ao livros das últimas semanas.

Estive lendo: A Vida do Livreiro A. J. Fikry, A Lista de Brett e A Parisiense

 

A Vida do Livreiro A. J. Fikry – Gabrielle Zevin | Companhia das Letras  

Eis um livro que eu comprei pela capa. Na verdade, tanto ele quanto A Lista de Brett foram comprados pelas suas lindas capas e pelo o que a história prometia. Meu pensamento foi basicamente: “o livro tem uma bela capa e se propõe a contar a história de um livreiro. Não tem como dar errado” . E não deu mesmo, apesar de ter sido um pouco diferente do que eu imaginava. Esse livro me ensinou muito, muito mais do que eu imaginava que um livro tão fininho pudesse me ensinar. Como eu já comentei em outro post, o livro é leve, mas a história não. A vida de A. J. é uma vida cheia de reviravoltas, nem sempre boas, nem sempre tranquilas, nem sempre fáceis. Mas o que me choca e chocou durante o livro é forma como nenhuma dessas dores são acessadas à exaustão durante o percorrer da história. There is no drama, apesar de existir. É apenas a vida e o que ela traz com ela. E a gente tem que aceitar o que temos e nos virar da melhor maneira possível. Aqui, aprendi, sem querer, que tudo é uma questão de perspectiva. Tudo é o quanto de energia você gasta em determinada situação. Definitivamente, um livro que eu indicaria para todos que, como eu, são ansiosos e fazem uma tempestade não em um copo, mas em uma gota d’água.

A Lista de Brett – Lori Nelson Spielman | Verus Editora

Comprei ele e o livro anterior no mesmo dia, num passeio ao shopping com uma amiga. Quero dizer que ela me deu sorte e precisamos ir mais à livraria juntas, porque ambos foram compras muito válidas. Claro que um livro que tem a palavra mágica LISTA na capa não poderia escapar da minha fúria, uma vez que não conheço ninguém que ame mais listas do que eu. A história é bem interessante: a mãe de Brett, nossa personagem principal, morre e lhe deixa uma lista de coisas que ela precisa cumprir para que consiga a sua parte da herança. O pulo do gato é o seguinte: a lista é uma lista de sonhos que a própria Brett fez, quando era adolescente. Sacou o drama? Comecei esse livro achando que seria algo bem leve, para passar o tempo, mas terminei pensativa,  reflexiva. Quantos sonhos não deixamos pra trás, quando era deles mesmos que nós éramos feitos? Quantos ideais não abandonamos, achando que não cabem mais na gente, que não fazem mais sentido? Acompanhar o esforço de Brett – a principio desajeitado e raivoso e, ao fim, decidido – me fez bem. Porque eu sou uma pessoa que sempre tem um pezinho no passado (sou taurina, gente, não posso evitar) e saber que tem coisas de que realmente não podemos abrir mão jamais é importante. Pra gente e para as outras pessoas, porque A Lista de Brett mostra que seguir o caminho que nosso coração manda não faz bem só pra gente. Faz bem pro mundo.

A Parisiense – Inès de La Fressage | Intrínseca

Depois de tanta reflexão, um livrinho mais leve é sempre bem vindo, né? Aproveitei uma promoção maravilhosa que estava acontecendo na Cultura (50% de desconto, minha gente, 50% DE DESCONTO) e arrematei essa edição linda de A Parisiense, que é um guia de estilo de uma modelo famosíssima da década de 50, acredito, a Inès de La Fressage. Daí vocês pensam: “E pra quê ler um guia de estilo de uma pessoa foi chiquérrima em outra época?”. Uma simples razão: bom gosto não tem idade e não tem época. A gente muda o nosso jeito de se vestir ao passar dos anos, mas algo permanece, e é o nosso gosto pessoal. Claro que tem várias ‘regras’ que ela coloca no livro que não se encaixam no nosso dia a dia e outras que eu simplesmente não desejo seguir. Mas o livro também me deu dicas maravilhosas (jeans branco com suéter azul marinho, COMO EU NÃO PENSEI NISSO ANTES?) e eu, que estou ainda dando baby steps no que diz respeito a mulherzices, me peguei empolgadíssima, testando maquiagens, roupas e penteados no cabelo. Indico a leitura a todo mundo que se sente meio perdida em meio as amigas super estilosas e precisam de um guia para seguir em frente. Só tenham atenção: como Inès fala no próprio livro, nenhum regra é inquebrável ou obrigatória. Leiam, guardem o que serve pra vocês e sigam em frente. Foi o que eu fiz. (:

Já leram alguns desses? Qual a opinião de vocês? Comentem! (:

Meus programas de culinária favoritos

Se tem uma coisa que eu descobri nesse mundo é que: quando se vira mulherzinha, não tem volta. Aconteceu gradativamente e de repente (quem pegou a referência, me ame lá nos comentários): um programa de culinária aqui, um tutorial de maquiagem no Youtube ali e de repente, me vi transformada. Não sei se vocês conseguiram notar essa gradação (não os culparei se não tiverem acompanhado porque, afinal de contas, eu não falo muito disso aqui no blog), mas aparentemente eu sou, agora, o tipo de mulher que borrifa água termal no rosto antes de sair de casa e cozinha quitutinhos pro noivo no fim de semana (quando a preguiça deixa, claro). E acho que meu blog tem que acompanhar essa nova (porém nem tanto) mulher que eu sou, de forma que vim aqui dividir com vocês umas das minhas felicidades no dias de largatearmento na frente da TV: programas de culinária. Depois de muito pensar, pesar prós e contras e matutar – mentira, nem precisei matutar, porque meus favoritos eu tenho na ponta da língua -, elenquei os amores do meu coração culinário. Vem comigo, gente!

My Little Paris Kitchen

My Little Paris Kitchen

Melhor. Programa. De. Cozinha. Ever. Descobri a Rachel Khoo, minha diva-mor da culinária francesa, numa matéria em um site de notícias qualquer, que falava da forma simples e gostosa com que a Rachel nos apresentava esta maravilha quase sempre vista como complicada e como muita-areia-pra-nossa-panelinha: a conhecida Culinária Francesa. E eu quero dizer uma coisa: é sim tudo o que a matéria falava – e mais um pouco. Rachel Khoo é uma inglesa que mora em Paris e ganha a nossa simpatia imediata com aquele batom vermelho perfeito dela e sua minúscula, porém charmosa, cozinha. Ela nos mostra que não precisa ter ‘a’ cozinha para preparar comida chique e deliciosa. E isso é muito legal, principalmente para quem, como eu, não tem condições de ter uma super cozinha num futuro próximo. Além das receitas maravilhosas (e simples, porque já testei o peixe que ela faz na manteiga e limão e é SUPIMPA), o programa nos ganha pela fotografia impecável e pelos passeios super interessantes que Rachel faz em Paris, nos mostrando mercados, lojinhas e restaurantes. É quase como estar lá, em Paris, e é impossível assistir uma vez só.

Assisti o programa completo em inglês, baixando nos torrents da vida, mas na GNT passa, de vez em quando, legendado. É só dar uma olhada na programação do canal e ver quando o próximo episódio vai ao ar. Se quiser matar a curiosidade, tem uns vídeos do programa aqui, com algumas das receitas que a Rachel já preparou. Podem investir que é amor certo. <3

Ah, o programa também deu origem a um livro, que eu ainda estou criando coragem para comprar (livros de culinária, Y SO CAROS?) e que me faz babar toda vez que passo por ele nas livrarias da vida.

Cozinha Prática

Cozinha Prática

Se a Rachel Khoo é minha cozinheira-diva-mor da Culinária Francesa, a Rita Lobo é minha diva quando se trata de Culinária Geral, do dia a dia. Ela é como uma fada madrinha salvadora das pobres coitadas iniciantes nas artes da escumadeira, explicando tudo bem direitinho e dando dicas incríveis, que fazem a diferença entre um bolo de chocolate bom e um bolo de chocolate incrível. Com Rita, eu aprendi que tem que se deve tirar os ovos da geladeira um tempinho antes de usá-los para fazer um bolo; que mousse de chocolate se faz com chocolate meio amargo e que carne ‘de segunda’ não existe, o que existe é o jeito certo de cozinhar cada corte do boi. O programa é curtinho (cada episódio tem 20 minutos, em média) e deixa sempre um gostinho de quero mais, no final. A fotografia é maravilhosa, a trilha sonora é incrível e Rita sempre dá dicas de como deixar os pratos bonitinhos para as fotos (o que é essencial para essa geração instagram nossa), de livros de culinária legais e de utensílios importantes de se ter na cozinha. Ela é aquele tipo de pessoa do qual a gente queria ser amiga, sabe? <3

O Cozinha Prática passa na GNT e a terceira temporada vai começar agora em agosto (e eu não dancei feliz quando soube dessa notícia, jamais, jamais). Quem quiser assistir os episódios das temporadas anteriores e tiver assinatura do canal, pode ir no site do Globosat Play, que elas estão todas lá. Quem não tiver, pode assistir algumas das receitas no site da GNT. Ela tem vários livros publicados – o último sendo o Pitadas da Rita, que eu estou aceitando de presente, apenas dizendo.

Jamie Oliver

Jamie Oliver

Não importa que programa seja: amo todos eles. Desde os que ele nos ensina a preparar comidinhas em 15, 30 minutos aos que ele sai viajando pelo lugares e trazendo as influências do local para a sua culinária, passando pela insistência dele em levar a food revolution para o mundo. Adoro o Jamie. Ele me parece o tipo de pessoa que deve ser BEM arrogante, quando se lida no dia a dia, mas as receitas dele são muito legais, o programa tem uma fotografia maravilhosa e o sotaque britânico dele é, obviamente, amor. Precisa de mais alguma razão? A maionese que ele faz é maravilhosa – que foi basicamente o que eu testei das receitas dele, já que boa parte tem ingredientes que não se acha com facilidade aqui em Recife.

Pra variar (juro, a Globo não me pagou!), você pode encontrar os programas do Jamie na GNT, é só checar os horários e tal. Nunca procurei em outro lugar, mas é possível que tenha alguma coisa no site da BBC também. Além disso, ele tem seu próprio site e vários livros amor publicados.

Bela Cozinha

Bela Cozinha

A Bela Gil é um amor recente, já que seu programa (sim, que passa na GNT) também é relativamente novo. Bela tem formação de nutricionista e é super por dentro de filosofias alimentares pouco abordadas pela mídia em geral, como o veganismo. Ela não só faz comidinhas gostosas, como as comidinhas gostosas são, também, feitas da forma mais saudável possível. Eu costumava brincar que Bela não fazia nada com nenhum tipo de carne (uma coisa muito triste, porque eu AMO carne), mas depois do episódio do bolinho de bacalhau, eu me calei pra sempre. Não tenho assistido ultimamente porque estou numa vibe meio me-rebelei-e-a-dieta-que-se-foda e não quero assistir Bela e sentir-me culpada, mas é um programa incrível. O cenário é lindo, a trilha sonora é amor (muitas músicas de Gilberto Gil) e ela sempre traz algum convidado famoso para comer com ela e aprovar seus quitutes. É amor. <3

Vocês encontram os programas dela no Globosat Play e alguns episódios no próprio site da GNT.

Gostaram da minha listinha? Assistem algum deles? Comentem aqui! (:

52 Semanas: coisas que me incomodam no mundo contemporâneo

52 Semanas: coisas que me incomodam no mundo contemporâneo

é bem por aí

Eu costumo dizer que eu nasci na época errada. Deveria ter nascido na época das pin-ups, onde ser gordinha era sensual e usar aqueles penteados maravilhosos era regra, não exceção. Tudo que é mais antigo, como músicas, livros e filmes, ganha automaticamente minha atenção. Então, pra mim, não foi especialmente difícil elencar as coisas que me irritam nos nossos agoniados dias atuais. Na verdade, o difícil foi escolher o que é mais chato, de todas as coisas que eu pensei. Porque, convenhamos, EITA CHATEAÇÃO QUE É ESSE NOSSO TEMPO. Aff! Vamos à lista:

A impossibilidade de não fazer alguma coisa. Admitam: hoje em dia é quase impossível se entediar. Além do tempo livre, em geral, ser pouco, ainda há uma pressão psicológica que a sociedade atual nos aplica, de que temos que estar SEMPRE FAZENDO ALGUMA COISA. Não importa que você trabalhou a semana inteira e só queira morrer levemente no sofá pelo resto do fim de semana. Ficar morta no sofá não é mais aceito na sociedade. Não é mais aceito nem nos nossos cérebros, pois a culpa simplesmente não colabora. Temos que fazer alguma coisa, nem que seja alguma atividade lúdica, como ler, ver um filme, escutar música, etc etc etc. Qualquer coisa, menos ficar sem fazer nada. Isso, minha gente, é um saco. Isso estraga nossos hobbies e nossa vida. Ficar sem fazer verdadeiramente nada é maravilhoso.

Ou deve ser. Não lembro da última vez que fiz isso.

O fato de (quase) ninguém mais falar com você ao vivo, só por chat. Eu falava pra minha irmã outro dia que graças a Deus que eu estava fora de mercado, porque eu não saberia lidar com essa geração que namora quase que exclusivamente por Whatsapp. Não dá, minha gente. Não. Dá. Via chat você perde tanta coisa. As expressões, as inflexões da voz, os tons, as risadas. É tudo tão sem graça, tão mecânico. Claro que, quando necessário, o chat nos quebra um galho enorme. Mas usar esse meio como única forma de se comunicar com alguém, quando o ao vivo (ou até o telefone) é uma opção, eu não compreendo.

Talvez seja por isso que as relações estão ficando cada vez mais rasas. Talvez, apenas talvez, seja culpa do seu meio. Não tem como aprofundar uma relação que pode ser finda com um simples block.

A cobrança que fazem para que você não seja um ser humano óbvio. É irritante essa mania de todo mundo, agora, de ser diferente. Gente, TUDO BEM ser diferente, mas se ESFORÇAR pra ser diferente é meio ridículo. E chato. E nem um pouco divertido pra quem tá observando de fora. Mas o pior de tudo é que se você toma decisões tidas como convencionais, você vai ser visto como sem graça. Ou alguém medroso, que tem medo de enfrentar a sociedade. Ninguém pensa que talvez, apenas talvez, você REALMENTE queira aquilo e não esteja optando pelo caminho mais normal por preguiça, medo ou bunda-molice. Acreditem ou não, há pessoas que querem casar, colocar o nome do marido no fim do seu próprio, ter um zilhão de filhos e não morar em São Paulo. E é só porque querem mesmo. Por incrível que pareça.

A dissolubilidade das relações. Hoje em dia ninguém tem mais paciência nem disposição pra ser amigo. Eu já achava isso e lendo um post da linda da Giuliana, vi que eu realmente não estava sozinha nesse pensamento. É triste, é deprimente, mas é a realidade. Fora a nossa família direta, que não tem muita saída a não ser se envolver conosco, ou nossos namorados/noivos/maridos, que escolheram, num momento de loucura, gastar um pedaço do seus tempos conosco, não nos resta muito mais.

O fato de que ninguém mais pode acreditar em Deus em paz. A exemplo de todas as outras escolhas convencionais, acreditar em Deus também é visto como uma coisa meio fora de moda. Você fala que tem uma religião, ou que reza, e as pessoas já olham torto pra você. E aqui eu nem estou falando sobre ficar forçando as outras a acreditar no que se acreditam. Não, gente, isso é realmente um abuso. Estou falando de simplesmente demonstrar que acredita em algo e levar isso à sério. Cansei de receber olhares tortos por causa disso e de me sentir a tia solteirona do apartamento no fim do corredor com as reações das pessoas. Obviamente, depois de um tempo você deixa pra lá, mas ainda é irritante. Acho que todo mundo tem direito de acreditar no que quiser e ninguém deveria ser mal visto por causa disso.

E vocês, o que acham de mais irritante nesses nossos dias do futuro? Comentem! (:

It’s okay to move on, it’s okay to grow up

Fonte.

it’s okay to change

Domingo li um livro em uma sentada. Nunca mais tinha feito isso e fiquei feliz em perceber que ainda consigo, ainda que o ato tenha sido executado quando múltiplas variáveis me inclinavam à essa rota (era um domingo preguiçoso, de tempo indeciso e Weslley estava morrendo de sono e cochilando em qualquer lugar em que parasse por mais de 10 minutos). Entretanto, não foi sobre ler em uma sentada que eu vim falar. O livro em questão (A Vida do Livreiro A. J. Fikry, de Gabrielle Zevin) conta a história da vida de um livreiro de uma forma tão leve que, não importa por quantos dramas ele passe na vida, você tem a impressão que ele vai vencê-los. Ou não. E tudo vai ficar bem. Porque a vida é bem assim mesmo. E isso me fez pensar que tudo nessa nossa caminhada é uma questão de perspectiva. De foco. Do quanto você dá importância para certas coisas, em detrimento de outras.

Semana passada mesmo estava deprimida. Recalcadíssima ao ver que uma colega tinha conseguido algo que um dia fora meu sonho – na verdade, um sonho muito antigo e acalentado com muito carinho pelo meu coração. Mas o que acontece é: nós mudamos. Nós mudamos, nossa vida muda, as pessoas com quem convivemos mudam. Tudo muda. E a Amanda que um dia sonhou aquele sonho não é essa Amanda. Era outra, com outras prioridades, outros pensamentos, bem menos decepções que a Amanda atual e uma dose extra de inocência no topo de tudo. Então porque, eu me pergunto, forçar o meu atual eu a atingir um objetivo que eu imaginariamente firmei quando eu sabia pouco ou quase nada, em relação ao que eu sei hoje? Porque me ancorar a sonhos antigos, quando muito visivelmente um novo eu pede, quase sempre, novos sonhos?

Nos prendemos ao que pensávamos e idealizávamos no passado como se fosse o nosso guia, a nossa tábua da salvação. Verdade é que o que aprendemos e o que forma nosso caráter não deve ser deixado de lado por conta de novos ares. Mas uma coisa é manter uma lógica racional em cima do que somos e outra é ter medo de abandonar o que queríamos antes para buscar novos interesses. Empreender novas aventuras. Viver, de verdade. Sem se deixar prender pelo medo. O medo, que nos faz pensar que, se não tivéssemos tanto medo, talvez tivéssemos terminado como aquela nossa coleguinha, do jeito que a gente sempre sonhou. Poderia ter sido o medo o autor disso? Sim. Mas também há a possibilidade de, em nosso interior, termos nos modificado e não desejarmos, de verdade, mais aquilo.

No fim, o drama maior é voltar atrás. Voltar atrás no que queríamos, pensávamos, falávamos. A vida é um eterno voltar atrás. Porque crescemos, aprendemos, discordamos de nós mesmos. E tudo bem. Não é um grande problema. Porque nosso cérebro e nosso coração ainda estão aqui e podemos sonhar novos sonhos, traçar novas metas, estipular novos objetivos.

Ficar se prendendo ao passado é como tentar segurar água entre as mãos: muita pouca coisa fica, e não por muito tempo. É muito melhor deixar tudo seguir seu fluxo, inclusive nós mesmos.